CARLOS BATALHA: “ALESSANDRO VIEIRA – ARREPENDIMENTO EM VOTAR”!

ALESSANDRO VIEIRA: ARREPENDIMENTO EM VOTAR
Nunca se viu em Sergipe uma mudança tão rápida de posição e pensamento do eleitor quanto a um determinado político, apenas com poucos meses de mandato, como o que ocorre com o senador Alessandro Vieira.
Eleito para o senado como a maior zebra política do estado nas eleições de 2018, o delegado não aparecia em nenhuma pesquisa antes do pleito.
Surfando na onda de combate a corrupção, e mais ainda, carregando como bandeira a candidatura de Jair Bolsonaro (a quem abandonou),  a exemplo do que fizeram outros candidatos no país depois de eleitos, como João Dória e Witzel, Alessandro, como se diz na linguagem popular, caiu de paraquedas e chegou ao congresso, tendo ainda a seu favor o nome de Danielle Garcia que até hoje deve estar arrependida por não ter aceito ser candidata naquela eleição.
CAIU NO COLO
Para chegar ao senado da república, o delegado (assim ele se apresentava na campanha), contou ainda com muita sorte e ineficiência dos marqueteiros dos outros candidatos.
Não há o que se discutir que 95% dos votos de Alessandro foram dados graciosamente pelos outros candidatos, teoricamente (deveria ser na prática), seus adversários.
Antônio Carlos Valadares, Jackson Barreto, André Moura, Rogério Carvalho e Pastor Heleno, temendo uns aos outros, foram pedindo votos para o atual senador.
A medida que o pleito se aproximava, e as pesquisas apontavam equilíbrio entre os quatro primeiros candidatos, o temor de perder a eleição aumentava, e eles foram tratando de forma equivocada a eliminar os concorrentes, e apontando para os seus eleitores o nome de Alessandro. Desta forma, sem apresentar nenhum projeto a não ser o combate à corrupção e o apoio a Bolsonaro, que liderava todas as pesquisas, o gaúcho radicado em Aracaju, viu cair graciosamente em seu colo, o mandato de oito anos em Brasília, o que não faz mal a ninguém. Aliás, um famoso político de Sergipe já dizia que “melhor do que o senado só o céu”.
O SEGUNDO DE TODOS
Como colocamos acima, as eleições se aproximavam, e com a disputa acirrada, Valadares, Jackson, André, Rogério e Heleno quando chegavam junto ao eleitorado e eram questionados sobre o segundo candidato já que dois poderiam ser votados, imediatamente respondiam. “votem no delegado”. Pronto. Saíam satisfeitos (todos eles) achando que haviam eliminado os concorrentes mais fortes. Grande engano. Grande erro de estratégia dos marqueteiros que calcularam mal e fizeram com que seus respectivos candidatos errassem grosseiramente.
Ainda mês de setembro, no programa que apresento, Batalha na Jornal, na FM Jornal 91.3, cantei a pedra por mais de uma vez e disse que isso poderia acontecer. O que ouvi à época, foi o seguinte “que nada, você está doido”.
REJEIÇÃO IMEDIATA
Em fevereiro de 2019, início dos trabalhos para os eleitos em 2018.
Primeiros meses transcorrendo, e vieram logo as primeiras decepções com Alessandro. Lei da Mordaça e rompimento com Bolsonaro foram os primeiros estopins para descontentamento dos seus “eleitores”. Com o passar do tempo, a postura sisuda do senador, foi provando antipatia e rejeição.(quem já viu o senador sorrir?). Começaram a surgir os primeiros comentários.(Alessandro não ganha nem para vereador de uma vila) (Alessandro não ganha nem para síndico de vila) e por aí vai.
A rejeição ao senador se configurou no ano passado quando das eleições para a Prefeitura de Aracaju. Danielli Garcia surgiu como candidata, e tratava-se de uma grande novidade. Crescendo nas pesquisas, a candidata viu os marqueteiros dos adversários, em especial de Edvaldo Nogueira,  atrelarem seu nome ao senador, e a partir daí ela teve muito trabalho para desvincular-se da sombra, inclusive tendo Alessandro sido convidado a não aparecer e se retirar totalmente da campanha.
CPI DA COVID
Bagunça na CPI do Senado
Mais recentemente, a CPI de tudo (covid, Copa América, etc e tal) que serviu e está servindo de palanque eleitoral para muitos que lá estão, ( CPI  com presidente e relator (Omar e Renan) envolvidos em muitos escândalos), tem também servido para aparecimento de Alessandro Vieira, que no entanto tem se comportado como um delegado interrogando marginais, o que vem aumentando e em muito a sua rejeição, a exemplo do que ocorreu durante essa semana, no episódio de filiação de Danielli Garcia ao Podemos, quando além de receber muitas críticas através da imprensa e rede sociais por querer pular no bonde andando, foi também rechaçado publicamente (segundo informações) em uma delicatessen da nossa capital.
Reunião da CPI do Senado
Sendo assim, para milhares de eleitores sergipanos arrependidos em um dos votos concedido para o senado em 2018, aquele, era o pleito que não deveria ter ocorrido.
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
folhadesergipe.com

3 respostas

  1. Alessandro Vieira, nunca mais, traidor, não serve pra político, não serve pra amigo, não serve como meu representante.

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