Nesta quinta-feira, 23, o presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), Josenito Vitale, o Nitinho, foi entrevistado no programa Jornal da Fan, da rádio Fan FM. Na ocasião, ele revelou que o Parlamento municipal irá revogar quase 4 mil leis, que, segundo ele, não possuem mais serventia à população de Aracaju.
“Pegamos todas aquelas leis que estavam lá e, praticamente, não serviam. Temos entre 3 e 4 mil leis que não servem e vamos fazer um ato revogando essas leis, criando um aplicativo para mostrar as leis que possam servir à população e que as pessoas possam interagir e cobrar da Câmara Municipal de Aracaju. Todas essas leis não têm mais valor nenhum na prática. Contratamos uma empresa especializada e que já faz esse trabalho em outros estados”, pontuou o gestor.
Questionado sobre o projeto que versa sobre as emendas impositivas e a sua possível aprovação, Nitinho disse que a implementação se dará em 2023. “Existiu uma reunião e foi muito tranquila. O prefeito entendeu a necessidade das emendas. Hoje meia-noite vence o prazo de 10 dias para que a gente possa apresentar na LDO. Não sei se em 2022 conseguiremos implementar isso, mas em 2023 com certeza”.

Já sobre o jeito do prefeito Edvaldo Nogueira e a relação entre os dois, o vereador transpareceu que a relação não está estremecida e que respeita e admira a forma de tratar de Edvaldo.
“O prefeito Edvaldo Nogueira é um político 24 horas voltado aos interesses coletivos de Aracaju. Trabalhador, não vive em lugares públicos constantemente para ter essa convivência diária com o povo. O pensamento dele é administrar e trazer o melhor para o povo de Aracaju e às vezes ele deixa as questões políticas muito distantes”, pontuou Nitinho.
Falando sobre a relação com os secretários municipais, o presidente da Câmara trouxe à tona um desgaste com o superintendente da SMTT, Renato Teles, a quem se referiu como “boi nelore”.
“Tem secretários que eu não vou nem na porta da secretaria para evitar um confronto e em respeito ao prefeito Edvaldo Nogueira porque entendo a missão dele. Eu sou muito claro com as minhas coisas. O Renato Teles eu defino ele como boi nelore, que não procura ter uma boa relação com as pessoas.Mas eu preferi me afastar, que ele possa refletir a forma como ele trata os vereadores. Respeito ele, eu no meu canto e eu no meu”, explicou.
Por fim, sobre uma possível candidatura a deputado federal, Nitinho disse que faz parte de um grupo e que, caso seja preciso, irá colocar o nome à disposição.
“Sou uma pessoa muito de grupo e faço política com amor e carinho, é por isso que me orgulho em dizer que em qualquer bairro chego de cabeça erguida. A questão de ser deputado federal é uma questão de grupo, o que tudo indica é isso, pois precisa de nome para fortalecer a legenda do nosso agrupamento. Estou à disposição para disputar o mandato”, finalizou Nitinho.
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