Breno Silveira ajuda eleger quatro prefeitos e acha que em 2022 chegará à Alese

Em 2018, o empresário Breno Silveira, então com 39 anos e no PCdoB, decidiu disputar a eleição de deputado estadual de Sergipe. Meteu o pé na estrada e conseguiu angariar 19.875 votos. Isso o colocou como o décimo sétimo candidato a deputado estadual mais votado entre os 24 eleitos de Sergipe.

E deve estar fazendo um bom mandato na Alese, não é? Nada disso. Apesar dessa votação toda, Breno Silveira não pôs a mão numa das vagas. Pela incongruência do sistema eleitoral brasileiro, na frente dele entraram sete outros candidatos menos votados do que ele – Maria Mendonça, PSDB, Dilson de Agripino, PPS, Kitty Lima, Rede, Luciano Pimentel, PSB, Capitão Samuel, PSC, Rodrigo Valadares, PTB, e Samuel Carvalho, PPS.

Mas Breno Silveira, hoje aos 41 anos, não chora o leite derramado, não se rendeu a lamúrias, colocou seu projeto nas ruas e acha que em 2022 chegará com mais sustança e será, finalmente, senhor do mandato. “Não parei minhas articulações”, diz.

“De 2018 para cá, fui dar base e assistência a quem me apoiou em 2018. Reuni a família e decidi me colocar desde já como um pré-candidato a deputado estadual. Eu não tinha nenhum interesse numa candidatura pessoal em 2020. Minha pretensão era e é a de arrumar meu bloco e dar sustentação a quem me deu apoio dois anos antes”, reforça ele.

“E fiz isso ajudando a eleger alguns amigos prefeitos em municípios de Sergipe. Conseguimos em Arauá, com Dr Fábio (Fábio Manoel Andrade Costa), em Itabi, com Júnior de Amynthas (Amynthas Barreto Júnior), Cristinápolis, com Sandro de Jesus, e Nossa Senhora das Dores, com Mário (Luiz Mário Pereira de Santana)”, diz Breno.

“Para quem inventou de disputar uma eleição de deputado em 2018 sem sequer um amigo prefeito, porque não disputar em 2022 com esse conjunto de amigos eleitos agora?”, questiona Breno Silveira.

Ele desfiliou-se do PC do B logo no mês de janeiro de 2019, quando esse partido não atingiu a cláusula de barreira. “Recebi esta semana um convite de André Moura para ir pro PSL e de José Carlos Machado e da senadora Maria do Carmo Alves, para ir pro DEM”, diz.

Breno Silveira é genro do político José Almeida Lima e em 2018 habitou o centro de algumas polêmicas. Enciumada, a classe política achava que ele teria a prerrogativa e a primazia dos benefícios da Secretaria de Estado da Saúde, que tinha o sogro como secretário.

Para Breno Silveira, esta foi a leitura mais errada que fizeram da eleição de 2018 e da sua candidatura, em particular. “Almeida Lima como secretário, para a minha campanha de deputado estadual não significou nada. Pelo contrário, só me prejudicou. Não posso nem dizer que foi Almeida, com quem tenho laços familiares, e não estou aqui para culpá-lo e nem a ninguém por não ter ganho a eleição de deputado. Entrei na campanha porque eu realmente queira – eu não pedi permissão a Almeida Lima para ser candidato e não poderia cobrar nada dele”, diz.

“Sou uma pessoa independente. Apesar de quase ninguém acreditar, mas o meu vínculo com Almeida Lima hoje é apenas familiar – é meu sogro. E é bom que seja um vínculo só familiar, porque eu tenho um pensamento político que diverge do pensamento dele. O meu é um e o de Almeida é outro – e isso eu deixo bem claro em todos os lugares em que chego”, avisa Breno.

Breno bota muita fé no projeto futuro. “Eu acredito que em 2022 serei um candidato mais votado do que fui em 2018. E por que? Porque eu vou tocar uma campanha mais independente. Pelo fato de Almeida fazer parte de uma Secretaria de Estado, em 2018 não tive tanta independência. As pessoas me vinculavam muito àquilo, e aquilo em nada me ajudou. Sou me prejudicou. Agora, como se diz no popular, vou voar leve e solto”, diz.

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