A Petrobras aumentou o preço da gasolina em suas refinarias em 6% em média, enquanto o diesel teve elevação de 5%. O reajuste passou a valer na semana passada. A Petrobras afirma que seus preços levam em conta a chamada paridade de importação, impactada por fatores como as cotações internacionais e o câmbio, mas isso tem gerado insatisfação de revendedores, que precisam repassar o valor para o cliente final.
Em menos de 15 dias, o diesel já havia sofrido um aumento de 12%. Há menos de um mês o gás natural teve reajuste de 22% em média.
Donos de postos em Sergipe, em entrevista ao Fan F1, cobraram mais transparência da estatal com relação ao aumento de preços. Segundo eles, a Petrobras não dá a mesma publicidade aos aumentos, assim como faz com as quedas de preço.
O secretário executivo do Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis de Sergipe (Sindipese), Maurício Cotrim, pontuou que este reajuste foi motivado pelos avanços nas pesquisas para descoberta da vacina contra o novo coronavírus, o que, deixou o mercado otimista. Ele lamentou mais este aumento.
“Todo movimento de alta agora é prejudicial. A demanda caiu por conta da pandemia. É prejudicial para o revendedor e para o consumidor. Já tem praticamente uma semana do reajuste e o revendedor ainda não conseguiu fazer esse repasse. Ele acaba absorvendo o aumento para poder estar mais competitivo”, detalhou Maurício.
O Fan F1 tentou ouvir a Petrobras, mas até o fechamento desta matéria a estatal não nos enviou resposta. O portal permanece à disposição.




