O assunto do momento que parece “aquecer” a disputa pelo comando da Prefeitura de Aracaju foi a ação “desesperada” do marketing do candidato a prefeito Luiz Roberto (PDT), apoiado pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) e pelo governador Fábio Mitidieri (PSD) atacando a figura do ex-governador e candidato a vice-prefeito Belivaldo Chagas (PODE). Esse mesmo “marketing”, velho conhecido por suas práticas em eleições anteriores, já vinha atuando agressivamente contra o ex-deputado André Moura e a candidata a prefeita, Yandra Moura (União).
Agora, como os ataques feitos não vinham surtindo resultado, sem conseguir evoluir nas pesquisas e amargando uma quarta colocação, atrás de Candisse de Lula (leia Rogério Carvalho), a “solução” foi partir para a ofensiva contra o “galeguinho” Belivaldo Chagas que, diferente do que era dito na campanha eleitoral de 2022 e nos primeiros meses de 2023, tinha encontrado um Estado em situação praticamente falido, financeiramente, e ajustou as contas da máquina administrativa, pagando servidores em dia, com o 13º salário antecipado e com uma capacidade de endividamento elevada.
Chamam ainda mais a atenção estes ataques contra André Moura e Belivaldo Chagas porque eles partem do mesmo marketing da campanha do governador Fábio Mitidieri em 2022 que, após ter ficado em terceiro lugar no 1º turno daquela eleição e, graças ao “impedimento temporário” de Valmir de Francisquinho, chegou ao 2º turno e venceu graças a uma somação de forças, mas com maior ênfase para o empenho do então governador Belivaldo e de André, que naquele momento assumiu a coordenação de sua campanha.
Em meados de 2022, Edvaldo Nogueira queria a todo custo ser o candidato a governador do agrupamento, mas não aspirava a confiança dos líderes governistas e findou sendo “rifado” naquele momento, quando Belivaldo Chagas “bancou” o nome de Fábio Mitidieri para sua sucessão. Hoje o “velho marketing” não se conteve atacando André e Yandra e partiu para a ofensiva contra o “galeguinho”, imaginando que esta é a única forma de chegar ao 2º turno contra Emília Corrêa (PL), contrariando as previsões de todos os institutos de pesquisas até agora.
Edvaldo insistiu em Luiz Roberto que trouxe para o seu palanque muitos políticos bem conhecidos do povo sergipano e que, há somente dois anos, estavam no palanque de Rogério Carvalho defendendo o nome do petista para o Executivo contra Fábio Mitidieri. Uma “persistência”, que teve a palavra mantida pelo governador, mas que começa a colocar em risco todo um projeto político, apenas por vaidade de quem caminha para o “ostracismo político” a partir de janeiro do próximo ano, numa ação descabida que só beneficia a oposição.
Em síntese, este colunista não é “advogado” de André, Yandra e nem de Belivaldo, mas os ataques maldosos do “velho marketing” de Luiz de Edvaldo sinalizam para um sentimento de profunda ingratidão da base governista, visto tudo o que fora feito em 2022, permitindo que a “criatura” se volte contra o “criador”, ou tão quanto pior: sinaliza para uma falta de liderança, de comando, do governador Fábio Mitidieri que, talvez, com seu “estilo democrático” tenha optado por deixar seus liderados bem à vontade! Enquanto isso, Valmir de Francisquinho, agora elegível, olha para 2026 e fica rindo à toa…
Veja essa!
Os ataques do marketing governista de Luiz de Edvaldo contra André Moura, Yandra e Belivaldo Chagas sinalizam para um “vale-tudo eleitoral”, onde parte da política revela um dos sentimentos mais degradantes da sociedade humana: a ingratidão.
E essa!
A ofensiva desesperada de Luiz de Edvaldo, embaixo dos olhos do governador Fábio Mitidieri, faz surgir uma grande possibilidade para a construção de uma nova configuração política em Sergipe.
Sem articulação
Além da “ingratidão”, a suposta falta de liderança do agrupamento se deve aos sucessivos erros de articulação política do governo do Estado. Isso vale muito para Aracaju, mas os reflexos já são sentidos em todo o interior do Estado.
https://93noticias.com.br/ataque-do-marketing-governista-a-belivaldo-e-ingratidao-ou-falta-de-lideranca/




