O ataque de abelhas é um caso que acontece de forma isolada e pouco recorrente, mas a ferroada desse tipo de inseto normalmente provoca dor, febre, inchaço no local da ferroada e, em casos de alérgicos, o risco é ainda maior. Em se tratando do ataque de um enxame de abelhas, a pessoa corre até mesmo risco de vida.
Desde 2017, quatro mortes já foram registradas em Sergipe provocadas pela ferroada do inseto. Dois em 2017 no agreste sergipano, um em 2018 na capital do estado e o último foi registrado nessa quinta (21) no município de Aquidabã.
De acordo com o bombeiro militar, Tenente Filho, normalmente as abelhas atacam quando estão nidificadas, ou seja, quando montam ninhada em algum local. Nessa circunstância, “o potencial da agressividade das abelhas aumenta porque elas buscam proteger a prole”, disse.
A recomendação do Corpo de Bombeiros para quem se deparar com uma “nuvem” ou uma ninhada de abelhas é de “se afastar do local e evitar todo e qualquer tipo de intervenção. Se tiver animais e crianças por perto, é preciso retirar do ambiente e informar o corpo de bombeiros”, explicou o Tenente.
A médica alergista, Maria Fernanda Malaman, disse que a ferroada da abelha causa dois tipos de reação básica, que são as de sensibilidade, com a ferroada de um ou alguns poucos insetos que provoca sintomas básicos como dor e febre, ou a tóxica, quando acontecem múltiplas ferroadas e pode levar à morte.
No caso de pacientes com histórico de reação prévia, “há um plano de ação que orienta quais medidas devem ser tomadas em uma situação de ataque do inseto”, explicou Fernanda. Mas, de acordo com ela, em casos como o que aconteceu em Aquidabã, a vítima deve ser levada imediatamente para o atendimento médico.
Neste período do ano as abelhas costumam se deslocar do sertão para o litoral em busca de alimento, em virtude do período de estiagem. O Corpo de Bombeiros orienta que as pessoas evitem armazenar objetos e recipientes que atraiam esse insetos para o local, a exemplo de latas e baldes. Em via pública, carros abandonados também acabam servindo de local para a ninhada.
Em caso de situação de risco, o Corpo de Bombeiro orienta também que a população acione a equipe através do número 193.




