Assessora do Palmas relata detalhes do acidente

Nesta segunda-feira, 25, o Jornal da Fan entrevistou de forma exclusiva a assessora de imprensa do time Palmas Futebol e Regatas, Isabela Martins. Ela deu detalhes sobre o acidente que aconteceu na cidade de Porto Nacional, a 25 km de Palmas, capital do Tocantins.

A queda do avião foi logo após a decolagem, por volta das 8h30 desse domingo, 24.

Os relatos das testemunhas indicam que o choque com o solo foi segundos após a tentativa de levantar voo. A queda foi seguida de duas explosões

O acidente vitimou Lucas Praxedes, de 23 anos; Guilherme Noé, de 28 anos; Ranule, de 27 anos e Marcus Molinari, de 23 anos, os quatro eram atletas do Palmas, o presidente da agremiação, Lucas Meira, de 32 anos e o piloto do avião, Wagner Machado, de 59 anos.

“Todos eram muito jovens e estavam em momentos importantes da carreira. Sonhos foram interrompidos” contou Isabela. Ela também explicou o contexto da viagem. Os atletas iriam até a cidade de Goiânia, enfrentar o Vila Nova pela Copa Verde nesta segunda-feira, 25.  A partida foi adiada após o acidente e não tem nova data para acontecer.

Os quatro atletas e o presidente embarcaram no bimotor modelo Baron, de prefixo PTLYG, porque testaram positivo para a Covid-19 e terminariam o período de isolamento no próprio domingo, podendo assim participar da partida.

Os outros integrantes iriam em um voo comercial no final da tarde do domingo. Com a tragédia, todas as viagens foram canceladas. Nenhum dos quatro jogadores tinha estreado pelo Palmas ainda, já que tinham sido contratados no início deste ano.

De acordo com Isabela, o corpo do presidente do clube está sendo velado na sede de uma empresa que pertence à família do dirigente na capital e o enterro está programado para acontecer às 12h. Isabela também contou que os atletas do clube não serão velados em Palmas, mas nas suas cidades de origem nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Porém, uma homenagem será feita para todas as vitimas da tragédia durante o enterro de Lucas Meira, presidente do Palmas Futebol e Regatas.

Isabela também contou que todos os funcionários do clube e familiares das vítimas ficaram sensibilizados com todas as manifestações de carinho. “Recebemos muitos, de todas as partes do Brasil, e agradecemos a solidariedade. Ficamos muito emocionados, especialmente, com a homenagem do clube Chapecoense que passou por algo parecido recentemente. Ainda estamos muito consternados com tudo que aconteceu”.

De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião pertencia a uma construtora com sede no Pará chamada Meirelles Mascarenhas Ltda e não tinha autorização para realização de serviços de táxi aéreo. A assessoria do Palmas informou que o avião tinha sido adquirido há pouco tempo pelo presidente, Lucas Meira, e que estava em fase de transferência. O time informou que o avião não estava realizando serviço de táxi aéreo.

A Agência Nacional de Aviação Civil informou que as informações sobre o tipo de contrato feito para este voo serão apuradas em processo administrativo de investigação.

Deixe uma resposta