Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, já começou o debate em seu entorno sobre o perfil ideal para o vice.
A escolha necessariamente, segundo fontes próximas ao presidente, passa por uma consulta ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira. O nome do ministro das Comunicações, Fabio Faria, desponta como um possível nome por ser jovem e do Nordeste, onde a rejeição ao presidente é a pior de todo o país.
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1 de 12Jair Bolsonaro, atual presidente da República, se filiou em 30 de novembro de 2021 ao Partido Liberal (PL). Veja outros possíveis candidatos a presidente em 2022
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2 de 12Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente, governou o país entre 2003 e 2010 e deve se candidatar pelo PT
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3 de 12Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional, provável candidato a presidente pelo PDT
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4 de 12Sergio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, pode se candidatar pelo Podemos, partido ao qual se filiou
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5 de 12João Doria, governador de São Paulo, ganhou as prévias do PSDB para a definição de pré-candidato e concorrerá em 2022 pelo partido
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6 de 12Rodrigo Pacheco cumpre o primeiro mandato como senador por Minas, é presidente do Senado, acabou de trocar o DEM pelo PSD e pode entrar na corrida pelo Planalto
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7 de 12O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que seu nome continua à disposição do União Brasil para concorrer à Presidência da República
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8 de 12Alessandro Vieira cumpre o primeiro mandato como senador por Sergipe e pode ser candidato a presidente pelo Cidadania
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9 de 12Simone Tebet cumpre o primeiro mandato como senadora por Mato Grosso do Sul e pode entrar na corrida eleitoral pelo MDB
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10 de 12José Luiz Datena, anunciou sua migração do PSL para o PSD
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11 de 12Cabo Daciolo, pré-candidato do Brasil 35, à Presidência da República
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12 de 12Felipe d’Avila, pré-candidato do Partido Novo, à Presidência da República
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Mas aliados do presidente fora do Centrão têm defendido uma maior ampliação de possibilidades. O próprio Bolsonaro já disse a interlocutores que busca um vice com quem possa “tomar tubaína”, uma referência ao refrigerante que o presidente gosta. Uma alusão clara a um perfil de alguém que seja próximo a ele, já que a experiência com Hamilton Mourão não foi bem-sucedida tendo em vista o distanciamento deles.
Alguns de seus assessores têm alertado que um perfil político pode ser um risco, pois seria alguém com ambições políticas e que em um momento de intensa instabilidade poderia se virar contra ele. Algo como ocorreu com Dilma Rousseff e Michel Temer. Nesse sentido, alguns assessores têm-lhe sugerido perfis fora da política, como um evangélico ou até mesmo um militar.
A maior preocupação de Bolsonaro é com o ex-presidente Lula. Ele diz a aliados que não gostaria de perder a eleição para um nome da esquerda, campo político contra o qual sempre atuou. Bolsonaro diz a interlocutores que não acredita que alguma candidatura da terceira via deslanche.
Em razão disso, cresceu o debate no governo nos últimos dias sobre a necessidade de compor uma campanha digital como a de 2018 liderada pelo seu filho Carlos Bolsonaro com algo mais profissionalizado que possa aproveitar o tempo de televisão. Se sua coligação fechar com PP, PL e Republicanos, ele deverá ter 2 minutos e 18 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos de tempo de televisão, apenas seis segundo a menos do que a campanha de Lula deverá ter: 2 minutos e 24 segundos.
Integrantes do governo consideram que a campanha será dura e já preveem corpos e caixões sendo exibidos no horário eleitoral gratuito, sendo necessário, portanto, algo bem estruturado para rebater os ataques e apresentar outras realizações do governo.




