Após dois dias, família consegue velar corpo de idoso enterrado por engano

“Acredito que de agora por diante, eles vão prestar mais atenção e não vão deixar as coisas correrem dessa forma”. A afirmação foi feita pela professora Neide Silva, em entrevista ao Jornal da Fan, na manhã desta terça-feira, 15.

Ela é filha do seu José Fernando Silva, de 70 anos. O idoso morreu no Hospital de Urgências de Sergipe, em Aracaju, no domingo, 13, por complicações de um traumatismo craniano, mas o corpo foi levado por engano para o município de Capela e enterrado no lugar de um homem de aproximadamente 40 anos, que morreu por complicações da Covid-19.

José Fernando Silva – idoso que foi enterrado por engano em Capela (SE)/ Foto: cedida pela família 

Após o erro, o Huse se comprometeu a destrocar os corpos, isso na manhã dessa segunda-feira, 14, mas a família precisou esperar bastante e o corpo do seu José Fernando só foi desenterrado à noite.

Foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) por volta das 22h. Depois foi encaminhado ao velatório da Osaf, no Centro de Aracaju, onde foi preparado para um velório rápido, que durou cerca de 3h.

“O corpo do meu pai já estava inchado e vazando líquido. Diante do que aconteceu, a equipe do Huse tentou resolver, mas ficou aquém. A gente precisou cobrar. Eles tinham que ter resolvido o quanto antes. Eu tenho fé que isso não aconteça com mais ninguém e que também já não tenha acontecido”, pontuou.

Às 6h desta terça-feira, 15, o corpo do seu José Fernando foi levado para o município de Macambira, no Agreste sergipano, onde será sepultado.

 

 

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