André Moura transforma resistência em liderança e entra na fase decisiva da pré-campanha ao Senado em posição de vantagem

A pesquisa do Instituto Dataform/ECM divulgada pelo Cinform On-line nesta segunda-feira (6), pode ser resumida em termos práticos da seguinte maneira: depois de vários meses sob intenso ataque dos adversários, André Moura, além de preservar sua posição entre os primeiros colocados, assumiu neste levantamento a dianteira e se reposicionou como referência central da corrida ao Senado em Sergipe.

Noutras palavras: André Moura deixou de ser apenas um nome competitivo para se afirmar como um pré-candidato bem posicionado na disputa pelo Senado. O levantamento mostra que ele lidera o primeiro voto com 11,75%, o segundo voto com 10,08% e também o consolidado das duas escolhas, com 10,92%, à frente de Rogério Carvalho, que aparece com 11,50% no primeiro voto e 10,58% no consolidado. Como se sabe, liderança em pesquisa sempre precisa ser lida com cautela, mas há contextos em que o número vale mais do que o percentual isolado. Este é um desses casos.

André Moura chega ao topo depois de atravessar, nos últimos meses, uma temporada de intenso bombardeio político, marcada por ataques virulentos e tentativas de o convocar a depor tanto na CPMI do INSS quanto a CPI do Crime Organizado – de um lado estava Rogério carvalho, do outro Alessandro Vieira. Porém, nada disso produziu efeito concreto, porque, como os próprios fatos demonstraram, não havia elementos consistentes que sustentassem as ofensivas.

O que a pesquisa revela, portanto, não é só intenção de voto. Revela resistência política. E, mais do que isso, revela capacidade de sobrevivência competitiva sob pressão máxima. Muitos nomes, diante de uma sequência prolongada de desgaste midiático, murcham eleitoralmente, perdem centralidade e deixam de ser percebidos como viáveis. Com André Moura, ocorreu exatamente o oposto: ele suportou a artilharia, permaneceu entre os primeiros nas pesquisas anteriores e agora aparece na dianteira em um levantamento de grande repercussão no estado.

Agora, André Moura terá de ser humilde e evitar qualquer ação triunfalista. Eleição, já dizia o ex-governador João Alves Filho (in memorian), é uma caixinha de surpresa, enquanto pesquisa eleitoral é só um retrato do momento. Ou seja, essa liderança não deve ser tratada com soberba ou motivo para a acomodação, e sim como combustível para cair ainda mais em campo, aprofundar o diálogo com a população, fortalecer a presença em Aracaju (ainda um problema) e intensificar agendas no interior.

 

 

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