O secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Sergipe, André Moura (União Brasil), lamentou profundamente o assassinato de Ivonete Balbina de Oliveira, de 45 anos, morta a facadas no Povoado Porto Grande em Nossa Senhora do Socorro na manhã desta sexta-feira (26). O ex-companheiro dela foi preso em flagrante pela Polícia Militar. O caso chocou o estado.

Em publicação nas redes sociais, André Moura classificou o crime como uma barbárie e reforçou a urgência de punições mais duras contra feminicidas. Segundo ele, quem tira a vida de uma mulher não pode voltar às ruas. “Mais uma vida interrompida de forma covarde. Mais uma família destruída. A Polícia Militar agiu rápido e prendeu o criminoso, mas a resposta da Justiça precisa ser dura. É por isso que defendo prisão perpétua para feminicidas. Quem comete uma atrocidade como essa não pode retornar ao convívio social”, declarou o ex-deputado federal.
O pré-candidato lembrou ainda que este é o 11º caso de feminicídio registrado em Sergipe em 2025, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública. Ele reconheceu o trabalho do Governo de Sergipe e da SSP no enfrentamento à violência de gênero, destacando a atuação da PM no flagrante, mas reforçou que a redução nos índices não é motivo para acomodação. “Apesar do empenho do Governo de Sergipe e da SSP, especialmente da Polícia Militar, que tem agido com rapidez e eficiência, ainda perdemos mulheres para a violência de gênero. Isso mostra que precisamos de medidas estruturantes e leis mais firmes. Cada vida perdida é uma falha que o Estado e a sociedade não podem aceitar.”
André Moura destacou que o debate sobre prisão perpétua para feminicidas será uma de suas principais bandeiras no Senado. Ele defende que o Brasil precisa enfrentar a impunidade e discutir mudanças na Constituição Federal para permitir penas de caráter perpétuo em casos de feminicídio. “O Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública — o maior número da série histórica. E em 2025, já ultrapassamos a marca de mil casos até setembro, conforme levantamento do Ministério da Justiça. São dados que chocam e exigem ação. Endurecer a punição por feminicídio precisa ser prioridade. Precisamos encarar esse problema e garantir que as mulheres tenham a proteção que precisam e merecem”, afirmou.
Para André Moura, segurança pública é uma política de Estado e deve unir prevenção, inteligência policial e rigor na punição. “Feminicídio é crime extremo e precisa ter resposta extrema. É hora de proteger as mulheres com leis muito mais firmes, presença do Estado na ação preventiva e punição exemplar para quem comete essa barbaridade”, concluiu.




