Análise: Pesquisa ECM/Cinform para o Senado traz André Moura à frente

Uma nova pesquisa do instituto ECM Pesquisas, realizada nos 20 maiores municípios de Sergipe – correspondendo a 69% do eleitorado do Estado – entre os dias 10 e 12 deste mês, revela um cenário de extrema competitividade e indefinição para as duas vagas do Senado nas eleições de 2026.

Os números mostram um empate técnico entre múltiplos pré-candidatos, com um elevado percentual de eleitores ainda indecisos, sinalizando que a disputa está completamente aberta.

No levantamento de primeira opção de voto para o Senado, o ex-deputado federal André Moura, União Brasil, aparece com uma liderança numérica, sendo o nome mais lembrado com 12,3% das intenções de voto.

Contudo, a disputa está muito equilibrada. Colados em André Moura, tecnicamente empatados, estão o senador Rogério Carvalho, PT, com 11,2%, o deputado federal Rodrigo Valadares, ainda União Brasil rumo ao PL, com 11,1%, e o ex-senador Eduardo Amorim, PSDB, com 10,0%.

Um pouco abaixo, mas também ainda competitivos, aparecem o ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, PDT, com 9,8%, e o senador Alessandro Vieira, MDB, com 8,9%. Como se vê, é uma disputa embolada.

O total de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo é de 7,8%, e os não sabem/não respondeu, 15,1% – chegando a 22,9%, indicando o vasto potencial de mudança no cenário.

CENÁRIO DO SEGUNDO VOTO – Na pergunta sobre a segunda opção de voto para o Senado, a ordem dos candidatos se altera, mas a competitividade se mantém.

Neste cenário, Rodrigo Valadares lidera numericamente com 11,3%. Ele é seguido de perto por Rogério Carvalho com 11,0%, André Moura com 10,8% e por Eduardo Amorim, com 10,2%.

A fragmentação dos votos persiste, e o percentual de indecisos e votos nulos ou brancos é ainda maior, somando 24,8% -10,2% Branco/Nulo e 14,6% NS/NR -, o que reforça a fluidez do momento eleitoral.

REJEIÇÃO E A IMPORTÂNCIA DAS ALIANÇAS – Enquanto a intenção de voto mostra equilíbrio, o quesito rejeição pode ser um teto para o crescimento de algumas candidaturas.

Entre os nomes mais competitivos, os que apresentam os maiores índices de rejeição são Rogério Carvalho (10,8%), André Moura, 10,4%, e um empate entre Eduardo Amorim e Edvaldo Nogueira – ambos com 10,3%.

Com uma disputa tão acirrada, a força das alianças políticas será extremamente decisiva na conquista de votos. A tendência é que os candidatos com uma base de apoio mais sólida larguem em vantagem.

A pesquisa ECM/Cinform é, obviamente, um retrato do momento, onde o alto número de eleitores que não sabem em quem votar – 15% para o primeiro voto e 14,5% para o segundo – é o principal indicador de que o jogo está longe de ser definido. Até 2026, com a consolidação dos apoios e o avanço da pré-campanha, o cenário pode – e deve! – sofrer alterações.

 

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