Alunos do IFS em São Cristóvão denunciam abandono de alguns prédios

Os estudantes do Instituto Federal de Sergipe (IFS) do Campus São Cristóvão, onde fica a antiga Escola Agrícola, estão se sentindo inseguros com o abandono de alguns prédios da instituição. Conforme relatos, comprovados por imagens, as edificações estão cobertas por matagal no entorno, e com a estrutura física sob ameaça de queda devido às pessimas condições.

 

 

Em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Atalaia, o aluno Kauan dos Santos falou que está se sentindo prejudicado devido ao abandono dos prédios, assim como, segundo ele, os professores também ficam à mercê da insegurança.

“Nós, alunos, somos sim prejudicados, pois precisamos de aulas práticas. Os professores, que precisam nos dar aula, acabam também sendo prejudicados por conta dos prédios que estão abandonados”, disse o graduando.

Conforme informado pela reportagem da TV Atalaia, o Campus São Cristóvão do IFS está com cinco prédios desativados. Alguns deles foram construídos há mais de 90 anos e nunca passaram por qualquer tipo de reforma ou restauração. Nessas edificações funcionam alojamentos, cantina, fábrica de ração e uma casa de mel.

O diretor geral do Campus, Marcos Arlindo, informa que não existem atividades sendo executadas nessas instalações e, inclusive, algumas estão desativadas há cerca de dois anos. Ele reforça também que os alunos não estão sendo prejudicados por causa da desativação, já que foram transferidos para outras edificações com estrutura, conforme as fotos abaixo.

 

“Já temos novos espaços para esses que foram desativados. Não há prejuízo para os alunos, somente uma questão de estética que, infelizmente, nós temos que aguardar autorização do Ministério da Educação para fazer a demolição”, disse Arlindo.

No entanto, procurada por F5 News, a assessoria de Comunicação do MEC respondeu que, apesar de a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, que institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, criar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnológica conforme Lei nº 11.892 de 29 de dezembro de 2008, “as instituições possuem natureza jurídica de autarquia, detentoras de autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar, sendo de responsabilidade das instituições a gestão de suas unidades”.

Segundo o coordenador de Finanças do Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Fenasefe), José Correia, o IFS vem sofrendo perdas de recursos há cerca de cinco anos e isso tem dificultado a gestão de problemas estruturais. Ele afirma que o instituto recebeu R$ 600 mil a menos do que no ano passado, e a verba de custeio, que era em torno de R$ 4 milhões, caiu para quase metade, com R$ 2,4 milhões.

“Cabe à gestão criar as alternativas ou diretamente cobrar ao Governo Federal ou ao MEC, ou trazer recursos ao instituto através de convênios parlamentares que pudessem oferecer um suporte financeiro”, disse José Correia.

Edição de texto: Monica Pinto

 

 

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