Agentes do Cenam denunciam falta de estrutura em alojamento da unidade

Os agentes de segurança que atuam no Centro de Atendimento ao Menor (Cenam), em Aracaju, têm trabalhado sob condições insalubres nos alojamentos da unidade, conforme denuncia o Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativo do Estado de Sergipe (Sindasse). As fotos enviadas pela entidade comprovam a precariedade da estrutura, com mofo nas paredes e no chão, falta de pisos e azulejos, encanamento exposto e problemas em ar-condicionados.

 

 

De acordo com o Sindasse, a situação é tão difícil que chega ao ponto de os próprios agentes realizarem reparos. Além disso, em 2020, a Vigilância Sanitária de Aracaju fez uma vistoria nas unidades socioeducativas, pela qual foi constatada a falta de condições de trabalho ou convivência naqueles ambientes, conforme aponta o Sindasse.

 

Ainda segundo o sindicato, até mesmo infestações de baratas têm ocorrido nos alojamentos e alas. Uma outra queixa da categoria é a retirada de material do Cenam, para ser levado à Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (USIP) e à Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (CASEM). A entidade afirma que foram levados bomba de água, cadeiras, mesas e até mesmo geladeira, deixando o Cenam sem esses itens.

“São seis anos de total descaso com os funcionários que laboram nas unidades. A situação só vem a se agravar, pois chegaram ao ponto de retirar material do Cenam para levar para outras unidades. Ano passado a Vigilância Sanitária qualificou como impróprias para o funcionamento. As condições só não estão piores porque os agentes fizeram com o próprio dinheiro a mão de obra e algumas melhorias. Colocamos letreiros fixos para que a Fundação Renascer não alegue que foi ela que fez algo”, diz o Sindasse. 

Fundação Renascer

Em resposta às denúncias da entidade, a Fundação Renascer informa que existe um projeto de reforma para as instalações do Cenam, atualmente na fase de captação de recursos. Ainda conforme o diretor operacional da Fundação, Carlos Viana, o local passou por intervenções há cerca de um ano.

“Mas como o prédio é antigo, tem mais de 40 anos de construção, as instalações precisam de intervenções maiores. Estamos buscando recursos, inclusive com o apoio do Tribunal de Justiça, para realizar essa reforma”, disse Viana. Ainda segundo ele, a unidade socioeducativa tem capacidade para 90 internos e hoje abriga menos de 40 socioeducandos, que estão participando de cursos e projetos de inserção no mercado de trabalho.

Edição de texto: Monica Pinto

 

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