O monomotor que caiu no fim da manhã desta quinta-feira, 6, no bairro Atalaia, em Aracaju, é de propriedade da empresa HP Armazéns Gerais Ind. Com. Ltda. Um dos sócios é o empresário do segmento de cereais, Hugo Alves Pimenta.
Hugo é um dos orquestradores do crime que ficou conhecido como Chacina de Unaí. O crime aconteceu em 28 de janeiro de 2004, na cidade de Unaí, interior de Minas Gerais, quando quatro servidores do Ministério Público do Trabalho (MPT) – três auditores fiscais do trabalho e um motorista – foram assassinados quando investigam denúncia de trabalho escravo no Noroeste de minas Gerais.
No curso do processo, o ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, foi apontado como principal orquestrador do crime. Ao seu lado, na condição de mandantes, figuram Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro e Norberto Mânica. À época, seis pessoas foram presas pelo crime.
O empresário Hugo Alves Pimenta foi sentenciado a 31 anos e seis meses de reclusão. Atualmente, 17 anos após o crime, Hugo e os demais orquestradores estão soltos, enquanto aguardam recursos judiciais.
O avião estava em Sergipe para deixar genro de Hugo Pimenta, que veio tratar de assuntos comerciais. Após deixá-lo no Aeroporto de Aracaju, o piloto seguiu sozinho para Minas Gerais. Porém, logo após a decolagem, a aeronave apresentou falha. O piloto, identificado como Adriano, reportou o problema à Torre de Controle e informou que faria um pouso de emergência, chegando a direcionar a aeronave para a cabeceira da pista do aeroporto. Nesta tentativa de pouso, o piloto perdeu o controle e a aeronave caiu em posição vertical no mangue.
Até a publicação desta reportagem, equipes de resgate tentavam retirar a aeronave da lama para resgatar o corpo do piloto.
Por Diego Rios, Ícaro Novaes, Gabriel Jesus, Leonardo Barreto e Arthur Soares




