Uma verdadeira quebra de braço tem sido travada dentro da Corregedoria da Polícia Militar entre cinco policiais praças (militar que pertence à categoria inferior da hierarquia militar) e um major, neste caso Carlos Eduardo Vieira Barreto, do 9º Batalhão da Polícia Militar.
A ocorrência que gerou o procedimento aconteceu no mês de fevereiro deste ano e está em andamento no órgão que apura a conduta de militares dentro e fora do serviço. Todos os relatos desta matéria serão narrados com base nos autos do Inquérito Policial instaurado na Central de Flagrantes pela delegada de Polícia, Danielle Garcia.
À época, de acordo com o depoimento prestado na Central de Flagrantes pelos policiais, existia uma associação criminosa para o tráfico de drogas, onde um dos envolvidos era o caseiro que trabalha na chácara do major Carlos Eduardo, localizada no Povoado de Rita Cacete, em São Cristóvão.

No relato, os policiais afirmam que desconheciam que a propriedade pertencia ao major. Porém, como se tratava de uma continuidade de flagrante com a denúncia de que um dos envolvidos estaria no interior da propriedade, os policiais prosseguiram e entraram na chácara.
No local, foi encontrado um revólver, que, segundo o depoimento, teria sido utilizado dias anteriores para efetuar disparos na comunidade de Rita Cacete como forma de amedrontar os moradores. Também foi apreendido um aparelho celular pertencente à Polícia Militar, o que ficou comprovado após consulta do “imei” do aparelho. Esse telefone funcional pertencia ao major e era utilizado pelo caseiro para se comunicar com integrantes da organização criminosa. Além disso, mais de 400 papelotes de maconha e balança de precisão foram recolhidos.
Em conversa com a equipe do Jornal Fan F1, a delegada Danielle Garcia, que foi a autoridade policial responsável por lavrar o flagrante, informou que no dia do fato o major esteve na Central de Flagrantes, sem estar fardado, e iniciou uma série de perguntas a um dos suspeitos detidos na operação, uma forma de interrogatório. Segundo ela, foi nesse momento que pediu para que o major se retirasse do local.
Dias após o flagrante, o major abriu procedimento na Corregedoria acusando os policiais de invasão de domicílio e subtração de uma quantia de cerca de R$ 700, que estaria na residência do caseiro, na chácara do major. Essa acusação de sumiço do dinheiro foi desmentida pela delegada, que informou que o montante estaria em custódia da Central de Flagrantes.
A equipe de Reportagem entrou em contato com a advogada que representa os policiais no processo, que informou que no momento oportuno falará sobre o caso. Já a assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe informou que existe um Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o fato em fase de finalização e envio para a apreciação do Ministério Público Estadual (MPE) e da Justiça Estadual.




