Por Leonardo Barreto
“No cenário de hoje Lula já está no segundo turno e nós já temos a possibilidade tirar Bolsonaro”. Esta declaração foi feita pelo ex-presidente da Câmara Federal e atual deputado federal pelo Rio de Janeiro, Rodrigo Maia (DEM), em entrevista ao apresentador do Jornal da Fan, Narcizo Machado, na manhã desta quarta-feira, 19.
Para Rodrigo, a volta da fome e o aumento da pobreza entre os brasileiros são problemas que favorecem bastante o ex-presidente Lula.
“Lula hoje está elegível. Ele é muito forte. A fome voltou, a pobreza aumentou e isso fortalece o presidente Lula, que desenvolveu diversos programas sociais para população mais carente que é quem mais precisa desses benefícios”, pontuou.

Rodrigo ainda avaliou que do jeito que as coisas vão se encaminhado, vai haver polarização entre Lula e Bolsonaro no pleito do próximo ano. Segundo ele, a alternativa seria o surgimento de uma terceira via.
Ele defende Ciro Gomes, Henrique Mandetta e João Dória como possibilidades de via fora da polarização Lula x Bolsonaro.
“Qualquer outra candidatura tem que virar um movimento político novo, que gere esperança de mudança, mas para isso é preciso ocupar o campo justamente dos que não votaram no PT. Não dá para ter muitos candidatos”, ponderou.
DEM x PSD
“Malandro baiano”, “Esse baixinho não tem caráter” e “Bolsonaro presidente e ACM Neto vice-presidente. Não sobrou nada além disso” foram alguns dos ataques postados pelo deputado Rodrigo Maia em seu perfil no Twitter. Após essas declarações feitas ao presidente nacional do DEM, ACM Neto, a situação ficou insustentável e Rodrigo Maia pediu desfiliação do partido no último final de semana.
Durante a entrevista, Rodrigo afirmou que a tendência é que ele se filie ao PSD.
“O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, meu aliado já pediu filiação ao PSD. É muito provável que eu também vá”, afirmou.
Questionado se o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) também iria para sigla, Rodrigo disse que não conversou com ele e que ainda não sabe qual o posicionamento do parlamentar.
CPI
Para Rodrigo, a CPI da Pandemia instaurada no Congresso Nacional para apurar a conduta do Governo Federal frente à pandemia do novo coronavírus, está cumprindo seu papel.
Ele pontuou que a CPI acontece por conta da pressão de uma parte importante da sociedade pelo Impeachment de Bolsonaro, mas lembrou que não há votos suficientes no Congresso para que isso aconteça.
Questionado se tinha algum arrependimento por não ter deferido os pedidos de abertura do processo de Impeachment contra Bolsonaro, enquanto esteve como presidente da Câmara, Rodrigo disse que não.
“Tomei a decisão correta. Porque o julgamento do Impeachment é político. A Procuradoria Geral da República é quem pode, é quem tem base para iniciar uma investigação. Do ponto de vista político, não bastava abrir o processo, precisava-se de 342 votos contra Bolsonaro. Isso não tínhamos antes e ainda não temos hoje”, lamentou.
Rio de janeiro
Questionado sobre a atuação do ex-deputado André Moura no Governo do Rio de Janeiro, Rodrigo respondeu: “eu nem sabia que André estava no Governo do Rio. Políticos que não conhecem bem o nosso estado trabalhando no Governo, eu entendo que não faz muito sentido, que não é muito produtivo.”.
Rodrigo finalizou dizendo que agora que o governador Claudio Castro assume de forma definitiva o Governo do Rio, depois que Wilson Witzel foi cassado, ele irá conversar com Claudio para avaliar se os projetos continuam “alinhados”.




