“A ausência de Déda e de João provocou a pulverização de candidaturas em 2020′, avalia cientista político

O Jornal da Fan da manhã desta terça-feira (29) entrevistou o professor e cientista político, Marcelo Ennes, que analisou o cenário da política local e nacional deste ano e quais as perspectivas para o pleito de 2022.

Marcelo falou sobre a vitória do prefeito Edvaldo Nogueira aqui em Aracaju. Segundo ele, a reeleição foi uma tendência nacional e para a capital sergipana já havia uma perspectiva desse resultado frente às ações do prefeito durante seu mandato.

Ele comentou ainda que a ausência de Marcelo Déda e de João Alves Filho no cenário político aracajuano foi o principal fator da pulverização de candidaturas nessas eleições.

O cientista político avaliou a influência de Bolsonaro e do ex-presidente Lula no pleito deste ano e afirmou que resultado alcançado não foi o esperado pelos dois. Para ele, o resultado das eleições reforçou a política de centro-direita.

“A eleição de 2020 mostrou que estamos em um momento diferente de 2018, quando Bolsonaro foi eleito. O PT também perdeu muita influência este ano. Ambos saíram enfraquecidos e a movimentação política tendeu para o centro-direita”, comentou.

Governo Federal

Segundo Marcelo, há negacionismo por parte do Governo Federal em relação a realidade que vive o país. Ele afirmou que esse fenômeno não está relacionado apenas à pandemia, que é na verdade uma atitude característica do próprio Presidente Jair Bolsonaro desde que foi eleito.

“O negacionismo é utilizado pelo presidente na tentativa de se safar de responsabilidades. Ele disse que os incêndios na Amazônia foram causados por índios e ONGs, que o derramamento de óleo no nordeste foi boicote da Venezuela. Agora ele quer mostrar que está tudo bem mesmo diante de uma pandemia”, falou o professor.

Próximos pleitos

O cientista político avaliou também que os dois assuntos mais importantes para a política nacional de 2021 serão a reforma tributária e os novos presidentes do Congresso Nacional e do Senado Federal.

Marcelo falou também que embora o resultado das eleições deste ano aponte para uma possível tendência para as eleições de 2022, o resultado na política é sempre muito imprevisível. Para ele, é possível que esse ano eleitoral influencie no próximo pleito, mas não se pode confirmar um resultado sobre isso.

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