Mais uma de Chico de França!
Na semana passada, eu contei um causo dele aqui sobre uma peça que o nosso querido Augusto Júnior pregou fazendo com que o “Negão da Arapuca”, o famoso Chico de França em alta velocidade, levasse um paralelepípedo até o (Maracanã) sem saber que dentro da sacola estava carregando pesado artefato.

Hoje, 13, vou contar outra do França. Em todas as campanhas eleitorais, isso de 1982 até a década de 2000, ele se candidatava sem a mínima condição de ganhar. Mas, ele se candidatava, tinha um número reduzido de votos, tal, embora sempre fosse uma pessoa simpática. Mais o eleitor não lhe dava a votação que ele necessitava.
Mais um detalhe interessante é que após cada pleito, o Chico de França aparecia luxando, com roupas de grife e sempre trocando de carro. O detalhe é que ele recebia as doações de partidos para gastar obviamente na campanha [material gráfico, etc].
Mas, ele guardava dinheirinho lá “entocado”, não distribuía e não comprava nada. E, logo após a realização da eleição, ele fazia o bom proveito. Sabedoria do negão! Bom, em uma dessas campanhas, se não me engano em 1988, grande showmício no Bairro Siqueira Campos com grandes atrações artísticas e com importantes nomes da política presente, dentre estes: João Alves, apoiando a candidatura de Lauro Maia a prefeitura de Aracaju. Uma equipe muito grande. Aí, chegou a vez de Chico de França falar.
No momento em que ele iniciaria o discurso, “Meu povo do (Siqueira)”, a dentadura do negão voou longe.

Então, foi aquela gargalhada geral, centenas de pessoas que estavam à frente do palco viram a cena. Todos que estavam em cima do palco perceberam, uma gozação. João Alves com aquela tradicional gargalhada sua, Valadares que era o governador à época que também apoiava Lauro Maia.
Em resumo, foi uma “onda” muito grande. Alguém, ainda, até chutou para mais longe a dentadura. Aí, o nosso Carlos Lima de França, teve uma iniciativa que foi espetacular. Ele agachou-se, pegou a sua dentadura, limpou na calça, colocou de volta na boca, deixando todos espantados. Na sequência, ele disse:

“Meu povo do (Siqueira) Campos, hoje a minha chapa caiu no chão. No dia da eleição a chapa de França vai cair dentro da urna”! Aí foi sensacional, a galera toda sorriu. Então, mais uma de Chico de França. O dia em que a chapa de um candidato voou longe.




