“Se nada fizer, a partir de janeiro a rede hospitalar entra em colapso”, diz Belivaldo

Na manhã desta terça-feira, 15, o governador Belivaldo Chagas se reuniu com o Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (Ctcae) em uma reunião para tratar sobre as medidas que serão tomadas na tentativa de conter o avanço da Covid-19 em Sergipe.

Segundo o governador, atualmente o Estado desponta com a maior taxa de transmissão do vírus, que é de 1.87, além da perspectiva de um cenário considerado assustador.

“Devo dizer que estou assustadíssimo e tenho que tomar medidas. Se tiver que fechar tudo, não teremos problema. É uma entrevista muito difícil. Confesso que a mais difícil que já fiz nesse momento de pandemia. Nas escolas dos municípios estamos constatando um número muito alto de professores e alunos testando positivo. Hoje constatamos que Capela está em primeiro lugar quando o assunto são alunos e professores contaminados. Sergipe tem o pior índice de transmissão do país nesse momento, voltamos para 1.87. As pessoas não estão colaborando, estão nas ruas sem máscara e se reunindo a torto e a direita”, pontuou o governador.

Na ocasião, Belivaldo anunciou medidas de contenção para as festas de final de ano, principalmente em bares e restaurantes, que já deverão diminuir a sua capacidade em 50% já a partir da próxima sexta-feira, 18, e deve se estender até o dia 9 de janeiro de 2021.

“A ocupação de bares e restaurantes cai para 50%. Já iniciamos de 18 de dezembro até o dia 9 de janeiro. Iremos limitar nesse período de festa. Com os números que estão projetados, se nada fizer, a partir de janeiro a rede hospitalar entra em colapso. Está se projetando uma segunda onda pior do que a primeira. O que se previa aconteceu. A preocupação agora é com evento festivo de final de ano. A partir de 9 de janeiro é possível que a gente volte a mexer no todo e volte àquela fase, onde a gente trabalhou com fase laranja, amarela e verde”, ressaltou Belivaldo.

E finalizou: “Não deixamos em nenhum momento de fazer campanha educativa, mas infelizmente a gente observa que as pessoas não estão colaborando, é uma questão de consciência. A gente percorre as ruas da cidade e a gente percebe centenas de pessoas circulando sem a máscara aí fica difícil”.

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