Reivindicamos o acesso à interrupção da gravidez nos centros médicos, de forma legal, segura e gratuita, a fim de proteger nossas vidas. Exigimos o fim de todas as leis que prendem e processam mulheres por aborto!
O caso de uma menina de 10 anos que havia sido sistematicamente estuprada pelo tio, cuja a gravidez e o parto colocavam em risco de morte gerou muitos debates e posicionamentos sobre o tema da legalização do aborto. Setores de direita e a própria Ministra Damares (Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos) tentaram impedi-la de interromper a gravidez, o que em casos de estupro é legal no país. A mobilização do movimento de mulheres permitiu que a menina realizasse o procedimento, entretanto, logo depois o governo Bolsonaro sancionou uma portaria que endurece as medidas de acesso a esse limitado direito.
Há muita polêmica e hipocrisia em torno ao debate sobre a legalização do aborto. A ausência de legislação não impede que as mulheres ricas, com condições de terem atendimento em clínicas particulares, realizem o procedimento de maneira segura e sigilosa. Já as mulheres trabalhadoras e pobres, que no seu dia a dia, já não tem acesso a serviços de saúde com qualidade, quando necessitam interromper a gravidez, tem que se submeter a condições completamente insalubres e perigosas.
Milhares de abortos clandestinos são realizados todos os anos, seguido de números também alarmantes de internações com sequelas e mortes por conta de procedimentos realizados em condições precárias.
Precisamos avançar em nossa organização e enfrentar os setores conservadores que tentam impor uma criminalização ainda maior às mulheres, proibindo o aborto mesmo nos casos de estupro, de risco a vida da mãe ou em fetos anencéfalos.
A luta hoje é pelo acesso ao aborto legal, seguro e gratuito; mas também pela educação sexual científica e laica em escolas e centros de saúde, por anticoncepcionais gratuitos, programas de planejamento familiar e outras medidas destinadas a prevenir a gravidez indesejada. Ao mesmo tempo, é preciso seguir na luta para que as mulheres tenham as condições materiais necessárias, quando decidirem ter os seus filhos.
Educação sexual para decidir!
Contraceptivos para evitar gravidez indesejada!
Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!




