Turismo movimenta bilhões e sustenta famílias, diz deputada Yandra Moura

A ocupação máxima da hotelaria sergipana no último fim de semana, impulsionada pelo feriado de Finados e pela Maratona de Aracaju, reacendeu o debate sobre a importância dos eventos para a economia do estado. Para a deputada federal Yandra Moura (União-SE), que manifestou nesta quarta-feira, 4, preocupação com o fortalecimento do setor, os eventos são uma engrenagem do turismo brasileiro. Reeleita para a Câmara dos Deputados, afirmou que seguirá nessa defesa no novo mandato e se colocou à disposição das entidades para ampliar o diálogo no Congresso Nacional e com o governo federal.

O consumo ligado a eventos, cultura e recreação alcançou R$ 102,6 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, alta de 7,4% sobre o mesmo período de 2025 e maior valor da série histórica, segundo o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape). A entidade estima que o setor movimente cerca de R$ 153 bilhões até dezembro. Em julho, a cadeia ligada aos eventos somava 4,37 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

“Só até agosto, a cadeia dos eventos abriu 105,5 mil vagas formais em atividades como hospedagem, alimentação e turismo. Quando o Brasil parou, esse setor foi um dos primeiros a fechar as portas. Hoje, enche hotéis, bares e restaurantes”, disse Yandra.

Criado em 2021 para compensar as perdas da pandemia, o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) foi reformulado pelo Congresso em 2024. A nova lei fixou a vigência até dezembro de 2026, com limite de R$ 15 bilhões em benefícios, e reduziu de 44 para 30 as atividades atendidas. O benefício foi encerrado a partir de abril de 2025, quando a Receita Federal declarou o limite atingido.

A deputada Yandra Moura integrou em 2024 a lista de parlamentares que apoiaram o Manifesto em Defesa do Perse, em mobilização da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e de entidades do turismo e dos eventos.

Na avaliação da parlamentar, a pauta alcança toda a cadeia do turismo. O setor faturou R$ 168,8 bilhões de janeiro a julho, recorde para o período, e deve encerrar 2026 perto de R$ 300 bilhões, segundo a FecomercioSP, com base em dados do IBGE. O turismo de negócios, ligado a feiras e eventos corporativos, somou R$ 11,07 bilhões de janeiro a setembro. Visitantes estrangeiros gastaram o equivalente a R$ 45,6 bilhões no mesmo período.

Os restaurantes estão entre as atividades que mais movimentam receita com visitantes. Bares e restaurantes reúnem mais de 1,5 milhão de estabelecimentos e cerca de 5 milhões de trabalhadores, o que corresponde a 7,9% dos postos de trabalho do país, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A entidade projeta faturamento de R$ 540 bilhões em 2026, ante R$ 495 bilhões em 2025. O Índice Abrasel-Stone aponta alta de 9,9% nas vendas do setor no terceiro trimestre, na comparação anual.

O crescimento nas vendas convive com margens apertadas. Segundo a Abrasel, 42% dos negócios operaram com lucro em julho, e 20% tiveram prejuízo.

O turismo sergipano faturou R$ 744 milhões em 2025, recorde apontado em levantamento da FecomercioSP com a Fecomércio Sergipe. No mandato, Yandra atuou na intermediação dos R$ 51,1 milhões do Novo Fundo Geral do Turismo (Fungetur) que o estado recebeu em 2024, por meio do Banese. Ao anunciar parte do aporte, em dezembro daquele ano, disse que o recurso iria “abrir novas oportunidades para ampliar o turismo em nosso estado, gerando emprego e renda”.

Mais votada de Sergipe, Yandra diz que levará o debate ao novo mandato. “Em setembro, as vendas de bares e restaurantes cresceram 20,6% em Sergipe, a terceira maior alta entre os 24 estados analisados pelo Índice Abrasel-Stone. Por trás desse número estão o garçom, o músico, o técnico de som e a recepcionista do hotel. Vou seguir nessa defesa e estou à disposição das entidades para construir esse diálogo no Congresso Nacional e com o governo federal”, afirmou.

Assessoria de Imprensa

 

 

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