Iniciativa da Semfas fortalece a Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade, promovendo um atendimento humanizado, seguro e pautado no respeito e na garantia de direitos
A Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) realizou, nesta quinta-feira, 5, uma capacitação para cuidadores sociais que passam a integrar a rede municipal de proteção. A atividade também marcou a apresentação da nova Cartilha de Orientações e Protocolos Operacionais do Cuidador Social, material que reúne diretrizes técnicas e práticas para qualificar a atuação dos profissionais nos serviços da Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade.
A formação aborda procedimentos fundamentais para o trabalho cotidiano em unidades de acolhimento, abrigos e casas lares, reforçando a importância de um atendimento individualizado, pautado no respeito à dignidade, à privacidade e à autonomia dos usuários. O documento também estabelece orientações para prevenir situações de discriminação, violência, práticas vexatórias e punições arbitrárias.
Durante a capacitação, os profissionais receberam orientações sobre as atribuições do cargo, que incluem o acompanhamento de atividades diárias, como higiene e alimentação, o apoio aos usuários em serviços de saúde e a prevenção e o manejo adequado de conflitos e situações de crise. Ao todo, 185 cuidadores sociais participam da formação, distribuídos em turmas conforme os respectivos plantões.
A coordenadora do Departamento de Proteção Social Especial, Miraci Lemos, destacou que a iniciativa busca alinhar procedimentos e fortalecer o trabalho desenvolvido nas unidades de acolhimento. “Hoje nós estamos capacitando os novos cuidadores sociais que estão sendo admitidos para complementar a equipe de todos os cuidadores dos abrigos e unidades de acolhimento da Secretaria da Família e da Assistência Social”, explicou.
Miraci também ressaltou que a formação continuada é essencial para acompanhar as mudanças nas demandas dos serviços e aprimorar as práticas profissionais. “O conhecimento é dinâmico, e as pessoas precisam o tempo inteiro estar se reciclando, ressignificando sua prática. Trabalhar com seres humanos exige sensibilidade, humanidade e respeito aos protocolos de cuidado. Por isso, rotineiramente estamos capacitando nossos profissionais. Hoje temos novos cuidadores, mas também profissionais que já atuavam na rede e estão aqui para refletir sobre suas práticas, compreender como o serviço se transforma e aprender a cuidar respeitando os direitos e a dignidade humana”, afirmou.
A capacitação contempla profissionais que atuam no atendimento a diferentes públicos, entre eles crianças de 0 a 12 anos, adolescentes de 12 a 18 anos, adultos, mulheres vítimas de violência, pessoas idosas, população em situação de rua, usuários do Centro-Dia e pessoas com deficiência (PcD).
A cartilha apresentada durante a atividade estabelece protocolos para diferentes situações da rotina institucional e orienta os profissionais a desenvolverem suas atividades com base na ética, na escuta qualificada e na articulação com as equipes técnicas, coordenações e demais políticas públicas, como saúde, segurança e justiça. O material também reforça a proibição de procedimentos invasivos ou constrangedores, contribuindo para a segurança e o bem-estar das pessoas atendidas.
Para os profissionais que estão chegando à rede socioassistencial, a formação representa uma oportunidade de conhecer melhor as atribuições do cargo e esclarecer dúvidas sobre a rotina de trabalho. A cuidadora social Cristiane Dias Oliveira destacou a importância da troca de conhecimentos para aprimorar o atendimento. “A capacitação serve para tirar dúvidas da gente e melhorar nosso aprendizado. Ficamos conhecendo coisas que muitas vezes não observamos e que passam despercebidas. Então, com a capacitação, melhora muito a visão que temos do serviço”, avaliou.
A cuidadora social Marisa de Jesus Melo também ressaltou a contribuição da iniciativa para a preparação dos novos profissionais e a atualização daqueles que já integram a rede. “Eu acho uma coisa importante, porque precisamos de uma formação para cuidar dessas crianças que precisam tanto do nosso carinho. A capacitação traz coisas novas para quem está entrando agora e ainda não conhece o serviço, mas também oferece novos conhecimentos para quem já está trabalhando. Acho muito importante”, destacou.




