Thais Bezerra lutava contra o câncer há nove anos
Por Adiberto de Souza

Vítima de um câncer no pulmão, morreu a jornalista Thaís Bezerra. O corpo será velado na TH House – residência da colunista – a partir das 10 horas, e o sepultamento acontecerá, às 16 horas desta terça-feira (2), no Cemitério Santa Izabel, em Aracaju. Thaís lutava contra a doença há nove anos e morreu às 23h50 dessa segunda-feira (1º). Em 2020, a jornalista entrou em coma após ter sido diagnosticada com um edema cerebral, se recuperou e prosseguiu com o tratamento. Ela começou no jornalismo no dia 28 de agosto de 1978, assinando a coluna “Gente Jovem”, na Gazeta de Sergipe, jornal aracajuano já extinto
Uma das inúmeras capas do caderno dominical editado por Thaís Bezerra durante quase meio século
Colunista social do Jornal da Cidade, a jornalista editou por quase meio século um suplemento dominical que leva o seu nome e era o mais lido pela sociedade sergipana. Thaís Bezerra foi durante 46 anos a mais destacada colunista social de Sergipe. “Passei as últimas quatro décadas me dedicando a escrever sobre pessoas e fatos que alteraram de alguma maneira a vida da sociedade sergipana”, afirmou a jornalista em recente entrevista.
Longa trajetória
A escolha de ser colunista social veio como profecia: o verbo transmutou a essência e em sua materialidade se fez vivo. Em sua caminhada, que começou em 28 de agosto de 1978, a jovem menina, determinada a acertar, iniciou uma carreira vitoriosa. Apaixonada pelo ofício que escolheu, percorreu feliz e confiante o delicado e longo caminho da maturação profissional.
TB, como também era chamada, revolucionou e reinventou a maneira de fazer colunismo em Sergipe. Com o domínio de uma escrita peculiar, em notas curtas sintetizou alegrias, tristezas, encontros, desencontros e toda espécie de registro de histórias que mereceram ser contadas – preservando fontes e deixando sua marca editorial nas centenas de milhares de notas publicadas.
Todas as honras e aplausos para Thaís Bezerra, que conquistou um nobre espaço e o dividiu, generosamente, ao divulgar e chancelar o trabalho de milhares de personagens da história recente de Sergipe.
Descanse em paz, amiga!




