Estudantes ampliam conhecimentos e vivências ao terem contato com famílias anfitriãs no ‘Sergipe no Mundo’

Estudantes sergipanos participantes do programa Sergipe no Mundo têm vivenciado, no exterior, experiências que ultrapassam as atividades acadêmicas e envolvem contato com novas culturas, idiomas, tecnologias e diferentes realidades educacionais. Em países como Estados Unidos da América e Singapura, que compõem o eixo tecnológico, os intercambistas conciliam aulas com atividades culturais, visitas técnicas e momentos de convivência que contribuem para o desenvolvimento da autonomia e para a ampliação da visão de mundo.

Tanto o eixo linguístico — que contempla Canadá, Inglaterra, Espanha, Irlanda, Austrália e França — quanto o eixo tecnológico — com destinos como Singapura, China e Estados Unidos — proporcionam aos estudantes uma rotina de adaptação, aprendizado, turismo e convivência com pessoas de diferentes nacionalidades.

Em Vancouver, no Canadá, os alunos seguem uma rotina que combina aulas de língua inglesa no período da manhã com passeios pela cidade e atividades culturais durante a tarde, acompanhados por fiscais e professores. Os jovens estão hospedados com host families, experiência que contribui para a proposta de imersão em uma nova cultura.

A aluna Clarice Felix, do Centro de Excelência Ana Marieta, em Boquim, relatou que estava insegura antes de viajar, mas se tranquilizou após conhecer a família que a acolheu. “Um ponto que acho muito importante comentar é sobre a convivência com a minha host family, pois, antes de viajar, essa era uma das maiores preocupações. Tipo, como eu vou conviver com uma pessoa que fala outra língua, que tem costumes totalmente diferentes dos meus? Mas, sinceramente, desde que chegamos, a nossa anfitriã tem sido uma mãe, tanto para mim quanto para minha colega”, contou.

De acordo com o professor Edmilson Prata, que acompanha o grupo no exterior, a relação com a família anfitriã tem sido positiva. “A minha relação com a homestay é ótima. É uma família de imigrantes, são das Filipinas, e eles relataram muito as dificuldades que passaram para chegar aqui, como superaram todos os obstáculos. É muito interessante. Mesmo que eles não falem inglês muito bem, eles se esforçam ao máximo para proporcionar uma boa estada para todos que estão lá”, declarou.

Rotina na Califórnia

Em São Francisco (EUA), durante os últimos dias, os jovens do eixo tecnológico têm seguido, no período da manhã, uma rotina de aulas de inglês, com o objetivo de aprimorar a comunicação e aplicá-la ao ambiente científico. O aprendizado da língua é crucial para garantir a comunicação, possibilitando novas interações e o acesso ao conhecimento. Ao fim das aulas, no período da tarde, o grupo participou de atividades e eventos ligados à ciência e à tecnologia, como um hackathon — maratona voltada a designers e desenvolvedores de software —, uma visita à Maker Faire, considerada a maior feira de inventores, criatividade e engenharia do mundo, e ao Exploratorium, museu de ciência, tecnologia e artes de São Francisco.

Durante a imersão, os alunos também tiveram a oportunidade de visitar grandes empresas do ramo tecnológico, como Google, Amazon, Apple e Intel, além de conhecer cartões-postais da região, como o Vale do Silício e o Museu da História do Computador.

A aluna Maria Eduarda Rodrigues, do Centro de Excelência Dom Luciano, relatou que participar de um hackathon foi a experiência que mais a marcou. Ela também afirmou que sua rotina no intercâmbio tem sido dinâmica e repleta de aprendizados práticos. “Um dos momentos mais marcantes e desafiadores foi participar de um evento educacional tecnológico. Eu fiz uma programação focada em foguetes, afinal, é uma das áreas com a qual trabalho na escola. Sou participante da Olimpíada Brasileira de Astronomia, e isso abrangeu bastante esse assunto para mim. Estou gostando muito do dia a dia aqui e curtindo cada momento”, declarou.

O professor Thiago Viana, que acompanha o grupo, destacou o impacto dessa vivência na vida dos jovens. “Esse contato nos permite conhecer de perto ambientes de inovação e relacionar aquilo que ensinamos com aplicações práticas. Outro aspecto importante é a vivência cultural. Conhecemos museus, praças, parques e instituições, como os bombeiros e a polícia local. Estamos aprendendo sobre a história desses lugares. São aprendizados que vão além das atividades programadas”, comentou.

Programa Sergipe no Mundo

Promovido pelo Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação, o ‘Sergipe no Mundo’ chega à terceira edição proporcionando o intercâmbio educacional para estudantes de 14 a 17 anos de idade e professores da rede pública estadual de ensino. São 223 intercambistas na edição de 2026 com a inclusão de dois eixos: tecnológico e linguístico.

No eixo linguístico, as turmas foram distribuídas em Brighton e Crambrigde, na Inglaterra; Waterford e Dublin, na Irlanda; Sevilha e Salamanca, na Espanha; Camberra, na Austrália; Toronto e Vancouver, no Canadá; Lyon e Lille, na França. Já no eixo tecnológico, a imersão educacional foi distribuída em grandes polos mundiais de tecnologia como Singapura, Xangai, na China; e o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Durante um mês, eles têm a oportunidade de aperfeiçoar seus conhecimentos linguísticos, desenvolver novas habilidades e ampliar sua visão de mundo por meio da convivência em ambientes multiculturais. A experiência contribui para o fortalecimento da autonomia, do protagonismo estudantil e da preparação dos jovens para os desafios acadêmicos e profissionais de uma sociedade cada vez mais globalizada.

Os intercambistas receberam kit viagem com malas, moletons, camisa, necessárie, garrafa, além de passaporte, visto, apoio para documentação e de ajuda de custo para despesas de viagem, além de ajuda de custo para compor o enxoval de viagem.

https://folhadesergipe.com/

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