Da periferia ao topo do legislativo: Soneca é eleito vice-presidente da CMA
_Parlamentar em seu quarto mandato foi eleito por unanimidade em chapa de consenso para o biênio 2027-2028, destacando suas origens e a defesa da periferia*
Na manhã desta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, coincidindo com o Dia do Vereador, a Câmara Municipal de Aracaju (CMA) realizou a eleição da sua Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. O processo, conduzido por meio de votação aberta em Sessão Especial, referendou uma chapa de consenso por 24 votos favoráveis e uma abstenção. O grande marco político do pleito foi a ascensão do vereador Soneca (PSD) para o cargo de vice-presidente, consolidando uma liderança genuinamente popular no núcleo decisório do Legislativo aracajuano.
A nova composição terá Isac Silveira (União Brasil) na Presidência e Soneca (PSD) na Vice-Presidência. O corpo técnico de secretários será composto por Rodrigo Fontes (PSB) como 1º secretário, Selma França (PSD) como 2ª secretária e Sávio Neto de Vardo (Podemos) como 3º secretário.

“O povo de Aracaju quer uma Casa de diálogo”
Em pronunciamento na tribuna, o vice-presidente eleito adotou um tom de reconhecimento institucional à evolução administrativa da CMA. Soneca destacou que a autonomia do Legislativo aracajuano foi pavimentada de forma contínua pelas gestões do ex-presidente Nitinho Vitale e do atual gestor, Ricardo Vasconcelos. Na oportunidade, o parlamentar também estendeu os agradecimentos ao governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), liderança de seu agrupamento político.
“O povo de Aracaju quer uma casa do diálogo, uma Casa que escuta, e uma casa que aprova o que é melhor para o povo de Aracaju. O povo não quer uma Casa coverde. Os meus agradecimentos a Nitinho Vitale e ao meu eterno presidente Ricardo Vasconcelos por terem mostrado que a CMA tem independência e continuará fazendo história”, afirmou o vereador.
A trajetória de Soneca no parlamento é marcada pelo forte vínculo com as demandas estruturais da zona norte da capital, com ênfase na região do bairro Olaria, onde nasceu.
Ao defender a chapa, o Sonecaquebrou o protocolo formal para expressar o amor por sua esposa e filho, reafirmar sua identidade popular e o compromisso em atuar como interlocutor das comunidades mais vulneráveis.
Amante da arte circense, o legislador utilizou o espaço para também contrapor estigmas e enfatizar o equilíbrio entre sua identidade artística e o rigor técnico exigido pelo mandato público no exercício de seu mandato. Frisou que a confiança depositada pelos pares e pelo eleitorado reflete o reconhecimento de um trabalho contínuo voltado para a fiscalização e a defesa dos direitos sociais.
“O povo disse ao me eleger: ‘nós temos um advogado, um policial, um doutor, um engenheiro, agora nós vamos ter um palhaço para acabar com a palhaçada que viviam fazendo na periferia’. E é isso que estou fazendo. Porque foram eles que me deram a oportunidade de ser a voz deles. A voz da periferia. Embora eu seja um palhaço profissionalmente, aqui eu faço política séria e não palhaçada”, concluiu.

Compromisso com as comunidades da zona norte
Emocionado, Soneca confrontou preconceitos e concluiu reafirmando seu compromisso com a base eleitoral: “Eu tenho orgulho de dizer que sou filho da periferia, e de lá eu vim e de lá eu sempre vou estar lutando por aquele povo. A periferia é o lugar que mais sente a dor das faltas das políticas públicas, onde falta quase tudo. As pessoas me escolheram para honrar aqueles que foram às urnas e que acreditam em mim. É só ver o Olaria antes de Soneca e pós Soneca. Eu estou feliz pelo reconhecimento dos vereadores, dias amigos e do povo Aracajuno. Obrigado a meu bom Deus. Que esta Casa continue defendendo os interesses do povo aracajuano”, pontuou.




