O corte de recursos de R$ 1,5 bilhão para o programa Casa Verde Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida, preocupa o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Sergipe (Sinduscon). De acordo com o presidente da entidade, Ubirajara Madureira Rabelo, o setor poderá enfrentar uma nova onda de desemprego em massa com os cortes efetuados pelo Governo Federal no programa.
O Congresso havia previsto o valor de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para o Casa Verde Amarela, no entanto, o valor caiu para R$ 27 milhões e atinge a faixa do programa que é voltada para as famílias de baixa renda, que ganham até R$ 1,8 mil.
Segundo Ubirajara, os projetos em andamento no estado não serão paralisados. “Eles asseguraram que não haveria paralisação das obras em andamento. O corte está previsto para as obras futuras”, aponta o presidente do sindicato.
No entanto, a preocupação da entidade é quanto ao desemprego que poderá ser gerado no setor da Construção Civil. “Todo mundo está sem saber o caminho que tomar. Na construção civil só tem obra oriunda de verba federal, então vai ser um impacto muito grande. O desemprego já está havendo e a tendência agora é piorar. Mas, a nossa esperança é esperar. Nós não acreditamos que vai haver esse corte”, disse Ubirajara ao F5 News.
O Sinduscon não soube informar o quantitativo de obras sendo realizadas em Sergipe neste momento. No entanto, segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, anunciou por meio de nota, a redução poderá paralisar as obras de 250 mil casas que já estão em construção no país, além de afetar cerca de 250 mil empregos diretos e 500 mil indiretos e induzidos.
“Vai ser um impacto muito grande para a economia do estado, refletindo no trabalhador que vai perder seu emprego. Esse corte pode causa desemprego no setor. A cadeia de construção civil emprega muita gente, direta e indiretamente, e o setor vinha reagindo à crise causada pela pandemia da covid-19 em função dessas obras com recursos federais”, complementa Ubirajara.
Edição de texto: Monica Pinto




