Olá amigos e amigas, estamos aqui no nosso encontro dos finais de semana na folhadesergipe.com, onde procuramos distrair um pouco os leitores contando alguns CASOS E CAUSOS da nossa vida profissional ou mesmo privada. OS CASOS E CASOS que aqui contamos são verídicos, e ocorridos no dia a dia da nossa existência.
SEXTA-FEIRA 13, EM 13 DE AGOSTO

Para quem é supersticioso, não passa embaixo de escada, não permite que gato preto passe à sua frente, só entra em um novo ambiente com o pé direito à frente, ontem foi dia de colocar em prática essas crendices. Sexta-feira 13 de agosto.
A Sexta-feira 13 surgiu na França com Felipe IV, o Belo, rei que perseguia os templários, e ao ser condenado foi executado em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307, passando a data a partir daí a ser sinal de mau agouro.

Segundo os místicos, ao contrário do que se propala, a Sexta 13 é, na verdade, um momento propício para mudanças positivas. Segundo eles, o 13 está associado a um número da carta da morte no tarô, é um momento de morte, mas também de renascimento. Não trata-se de morte física, mas uma morte simbólica. Ou seja, as pessoas podem mudar a personalidade, transformar hábitos, e mudar o comportamento para melhor.
O AZAR DA SORTE

Existe um time de futebol na Bahia denominado Esporte Clube Botafogo. Esse time durante muitos anos participou do campeonato baiano da primeira divisão, e era muito querido até a umas três décadas atrás. Digamos, que era o segundo time de cada torcedor. Hoje, o querido Botafogo se arrasta pela segunda e até terceira divisão do futebol da Boa Terra.
O Botafogo, durante muitos anos foi treinado por Sotero Monteiro, um folclórico técnico de futebol, que encontrava justificativas para os péssimos resultados do time (eram muitos), citando argumentos os mais diversos.
Certa feita, o Botafogo foi enfrentar o Bahia, que era franco favorito na partida.
Começa o jogo, e em apenas dois minutos o time de Sotero faz 1 x 0. Surpresa geral na Fonte Nova. Com poucos minutos o Bahia empata e vai enchendo a sacola do Botafogo de gols.
Final do primeiro tempo, Bahia 5 x 1 Botafogo. Ao final desta etapa, a imprensa cerca Soterinho (assim era tratado carinhosamente) para as devidas explicações. O treinador não se faz de rogado e estufa o peito afirmando. ” Tivemos sorte em fazer logo o primeiro gol e logo depois tomamos vários. Foi simplesmente O AZAR DA SORTE. O meu time foi mexer com quem estava quieto e aconteceu o que aconteceu” e foi saindo, deixando em gargalhadas os repórteres em campo.
INFIDELIDADE DÁ AZAR

Esse CAUSO me foi contado pelo grande empresário de transportes em Sergipe, Bosco Teles, uma grande figura humana.
Certa feita, Bosco Teles, que chegou a ser presidente do Confiança,( sem entender nada de futebol, segundo diziam à época, quando a própria imprensa afirmava que quem mandava realmente no clube era Elcarlos Cruz), me contou soltando gostosas gargalhadas que um amigo seu (citou o nome), estava pulando a cerca, quando foi flagrado pela mulher.
Estava o amigo de Bosco em um determinado local, em pleno ato sexual, quando chega a esposa, e aos berros o interrompe. ” FULANO, O QUE É ISSO”? Ele simplesmente olha para a amante, mira a esposa, e berra. “AZAR”.
ROUBADO TRÊS VEZES NO MESMO DIA

Um amigo meu residente em Sampa “teve a sorte de ser roubado três vezes no mesmo dia.
Morando na região de Guarulhos, o amigo Gilson estava saindo de casa, dando ré no seu carro para retirá-lo da garagem, quando dois assaltantes o renderam e levaram o veículo. Inconformado, Gilson chama um táxi com a intenção de dirigir-se à delegacia mais próxima para prestar um boletim de ocorrência.
Enquanto aguardava o táxi, o amigo resolve fazer uma ligação na calçada de sua casa, quando passa um ladrão pilotando uma moto, e arrebata o celular das mãos do desafortunado Gilson.
Revoltado, o meu amigo viu o táxi chegar e vai à delegacia para prestar não só um boletim de ocorrência, mas sim, dois.
Feito o BO, Gilson resolve voltar para casa de ônibus. Parece piada mais não é. Próximo à sua residência, três elementos entram no coletivo e anunciam um assalto. Em poucos minutos os marginais surrupiam os passageiros, aproximadamente quinze, incluindo ele, levando do AZARADO, a carteira porta cédulas, uma corrente, uma pulseira, e um relógio.
Por ironia, o motorista leva o ônibus para a mesma delegacia que Gilson estivera prestando BO, para a lavratura de outro boletim, e o amigo ainda teve que ouvir de um policial uma frase irônica. “MEU AMIGO HOJE É O SEU DIA DE AZAR. NÃO DEVERIA TER SAÍDO DE CASA”.
Enfim. Existe ou não existe AZAR?

Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
Jornalista e Radialista
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Uma resposta
Excelente conto, para quem não acreditava em azar pode até começar a pensar seriamente nisso.
Verdade ou não, contada dessa forma o azarão dele se transformou em uma grande piada.
Parabéns