A Prefeitura de Aracaju realizou na manhã desta sexta-feira, 21, uma reunião com representantes de bares e restaurantes que funcionarão na área do Forró Caju 2024, para explicar discutir a aplicação da Lei nº14.786/2023, que instituiu o protocolo “Não é Não”, com foco na prevenção ao constrangimento e à violência contra a mulher e para proteção à vítima. O encontro foi realizado pela Secretaria Municipal da Assistência Social, em conjunto com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Guarda Municipal de Aracaju (GMA).
“A reunião de hoje teve o propósito de informar aos donos de bares como proceder, a quem procurar no momento da violação dos direitos da mulher na região dos bares e também de que forma a mulher precisa ser protegida. É importante ter uma pessoa responsável no bar que faça o contato com as equipes de proteção e assistência à mulher que estará de plantão durante todas as noites ou da segurança pública. Estaremos também percorrendo os bares para a distribuição de materiais informativos, cartazes e adesivos. É uma parceria do poder público, iniciativa privada e sociedade civil, todos juntos na proteção às mulheres aracajuanas”, explica a coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cram), Edlaine Sena.
Para o diretor em exercício de espaços públicos e abastecimento da Emsurb, Igor Melo, a reunião foi um momento para alinhar com os donos de bares e os órgãos do município, uma rede para prevenção à violência contra a mulher durante o Forró Caju. “Esse momento foi importante para explicarmos a importância dessa campanha e que as ações sejam efetivas e direcionadas para um determinado local. A importância disso é a proteção da sociedade, da mulher em especial, e que a gente não fique em dúvida de como proceder durante o evento”, disse Igor.
“Essa reunião com os donos dos bares é muito importante, porque nós já sabemos como agir em certas situações de violência à mulher. Infelizmente, a mulher fica mais vulnerável, alguns homens quando estão sob efeito do álcool acabam criando situações, que a segurança precisa intervir. Acho muito bom também a distribuição dos cartazes e aqueles adesivos que colam nas camisas, porque o homem quando for falar com a mulher, ele já sabe que ‘Não é Não’”, afirmou a proprietária de bar, Ana Ramos.
Cram
Durante os sete dias do Forró Caju, as equipes do Cram, formada por psicólogos, assistentes sociais e educadores sociais, estarão de plantão para prevenir, atender e acolher mulheres vítimas de violência. Um trabalho realizado em conjunto com a Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, que estará com um posto avançado no evento para atender ocorrências.




