A eleição do próximo dia 15 de novembro será uma eleição atípica.
Será a primeira eleição após 40 anos sem a presença dos grandes nomes da política sergipana, os chamados caciques.

Desde o início da década de 80, as disputas políticas de Sergipe contavam com nomes tradicionais e de peso. Augusto Franco, Jackson Barreto, João Alves, Antônio Carlos Valadares, José Carlos Teixeira, Albano Franco e Marcelo Déda dividiam as atenções, e porque não dizer, os votos.
Estes tradicionais nomes, não só participavam ativamente das disputas, como faziam surgir alguns novos nomes. Foi assim que surgiram. Gilvan Rocha, Almeida Lima, João Augusto Gama, Eduardo Dutra, Valadares Filho, Edvaldo Nogueira e outros.

Esses novos nomes iam surgindo, mesclando-se aos tradicionais, fazendo com que tivéssemos sempre disputas acirradas e emocionantes.
Agora, principalmente em Aracaju, a situação será totalmente diferente. Dr. Augusto Franco, José Carlos Teixeira, e Marcelo Déda, não estão mais entre nós. João Alves Filho definitivamente afastado devido a uma terrível enfermidade. Albano Franco e Antônio Carlos Valadares afastaram-se por vontade própria, enquanto Jackson Barreto por enquanto está recolhido.
Com essas baixas, muitos afirmam que a disputa perdeu a graça e o colorido das ruas, colorido que aliás não existiria nem existirá este ano, em função da temível pandemia que assolou e continua assolando o mundo em 2020.
Para o pleito de Aracaju, teremos na tentativa de reeleição, o mais antigo dos citados acima, o prefeito EDVALDO NOGUEIRA, que milita na política desde a década de 80 e que confia para obter uma vitória no trabalho de gestão que realiza na PMA no momento. Almeida Lima, começou mais ou menos no mesmo período de Edvaldo, e Valadares Filho, este começando na década de 2000, já tendo disputado três eleições majoritárias no estado, mas um nome ainda tido como novo.

Os demais candidatos, ou candidatas, surgem como boas novidades na esperança de renovar e oxigenar o nosso mundo político.
DANIELLE GARCIA é um nome novo, posto em uma disputa eleitoral pela primeira vez, e com uma grande expectativa a respeito do seu desempenho, principalmente quando começar o horário eleitoral. Até agora, Danielle aparece em todas as bolsas de apostas como um nome forte e em condições de disputar a vitória, principalmente pelo excelente trabalho que realizou como delegada no combate à corrupção.
VALADARES FILHO, fortalece sua chapa.
GEORLIZE TELES, é outro nome novo que parte para uma disputa acirrada tendo como respaldo principal a experiência acumulada na vida pública, e o trabalho desenvolvido à frente dos órgãos que comandou.
PAULO MÁRCIO, é o terceiro delegado pré-candidato, tendo como principal dificuldade a composição de uma chapa forte que lhe possibilite sonhar com os primeiros dois lugares.

MÁRCIO MACEDO, procura ainda empunhar a bandeira do seu PT, enfrenta o desgaste de dezenas de denúncias sobre desmandos de administrações petistas pelo país afora, e também sente dificuldade de composição de chapa. Acredita que Lula ainda tenha força para dar um empurrão em sua candidatura.
HENRY CLAY, confia na excelente votação que obteve na última eleição em que participou para o senado, mas com a insistência em ser cabeça de chapa termina encontrando uma série de obstáculos.
RODRIGO VALADARES, tem contra si a inexperiência, principalmente quando se fala em gestão pública, e o fato de haver optado pelo caminho de agressões e desafios a adversários políticos, o que tem lhe desgastado muito inclusive já recebendo uma punição do TRE.
ALMEIDA LIMA. Sua candidatura é uma verdadeira incógnita. Embora insista através de sua rede social, que é candidato, muitos duvidam que isso aconteça.
Os nomes estão aí. As apostas começam a ser feitas. Com brilho ou sem brilho. Com campanha de rua ou não, com a força da internet e sem os tradicionais medalhões da política, as eleições irão acontecer, e a guerra já começou.




