Há um ano apareceram as primeiras manchas de óleo no litoral brasileiro, daquele que seria o maior desastre ambiental da história do país. Os primeiros registros foram feitos no dia 30 de agosto de 2019, no estado da Paraíba, mas o Ibama aponta o dia 2 de setembro como o início da crise ambiental, quando o problema já foi registrado também em Pernambuco e Sergipe.
Nos meses seguintes as manchas atingiram todos os estados do nordeste e alguns do sudeste. O responsável ainda não foi identificado.
Em Sergipe, 97 locais foram atingidos forma recolhidas xx
Hipóteses
Há a suspeita é que o incidente tenha sido provocado por um navio de bandeira grega, ao fazer uma ejeção de óleo para manter a estabilidade da embarcação.
Pesquisadores das Universidades Federais da Bahia e de Sergipe, em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana analisaram sete amostras da costa sergipana e baiana para descobrir a possível origem do petróleo. Foi identificado que sua origem seria venezuelana.
As investigações trabalham hoje com quatro hipóteses: o acidente pode ter sido causado por navios estrangeiros, 30 estão sendo investigados. Navios fantasmas, ou seja, sem identificação e com sistema de localização desligado, podem ter provocado o derramamento.
Uma outra suspeita está relacionada ao procedimento chamado de ship-to-ship, que é a transferência de óleo de navio para navio. A Shell também é investigada depois que um barril com 200 litros de óleo da petroleira foi encontrado no Rio Grande do Norte em outubro. Outros dois barris foram encontrados em setembro
Investigações
A Marinha do Brasil iniciou uma investigação complexa, com a participação de diversas instituições, técnicas, científicas e especializadas, brasileiras e estrangeiras e tem trabalhado de forma cooperativa com o inquérito criminal instaurado pela Polícia Federal.
A Marinha informou que tem realizado também, reuniões com representantes da CPI do Óleo, para mantê-los a par da complexidade do trabalho e da evolução sobre a apuração do derramamento.
A Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema) informou que, vem monitorando o litoral e rios constantemente e que ainda são encontrados resquícios do óleo. Quanto às investigações, a Adema informou que solicitou à Marinha e à Polícia Federal mais detalhes, mas ainda tão teve resposta.
O Fan F1, entrou em contato com o Ibama e com o Ministério do Meio Ambiente, mas também não obteve resposta.
A Polícia Federal informou que os trabalhos de investigação feitos pelo órgão, estão concentrados no Rio Grande do Norte.




