EMÍLIA x CANDISSE ONDE ESTÁ A LEGITIMIDADE?

EMÍLIA x CANDISSE

ONDE ESTÁ A LEGITIMIDADE?
é natural que pretendam conquistar a prefeitura de Aracaju amparadas em Lula e Bolsonaro. Mas os eleitores deles

A nacionalização da campanha, que deve acontecer em algumas capitais, não está encontrando espaço em Aracaju, visto que as pré-candidaturas apresentadas pelo PT e pelo PL, não estão aparentemente conseguindo convencer os eleitores dos dois líderes, de que são legítimas representantes de suas causas.

Na conversa com alguns petistas, fica evidente que se não fosse hoje esposa do senador Rogério Carvalho, a jornalista Candisse Carvalho jamais seria escolhida pelas tendências históricas do partido como a filiada mais indicada para representar a trajetória do PT, já que ao longo da sua existência em Sergipe várias outras mulheres participaram ativamente e conquistaram maior identidade com Lula e com o partido.

A pré-candidatura de Candisse enfrenta tempestades desde o surgimento, primeiro enfrentou e continua enfrentando a divisão interna que ocorre no PT, oriundada explícita queda de braço entre o senador Rogério Carvalho e o ministro Márcio Macedo, depois teve o lançamento da sua pré-candidatura ignorado pela ex-vice-governadora Eliane Aquino que perguntada sobre o assunto deu a seguinte resposta: “Não tenho acompanhado muito sobre isso. Não tenho visto muita coisa sobre isso, nem ninguém chegou para me falar nada sobre esse assunto”, logo em seguida surgiu o lançamento do nome do advogado e petista histórico Clóvis Barbosa, depois teve que enfrentar o médico e ex-vereador Emerson Ferreira lançado por um dos partidos da “federação”. E agora, por último surge o zum zum zum de que até mesmo o esposo da pré-candidata está sendo convencido a embarcar na campanha de Luiz Roberto.

Nas hostes do PL, a situação enfrentada é bem pior, visto que a vereadora e pré-candidata Emília Correa, nunca esteve na linha de frente em defesa do nome e do projeto político do ex-presidente Bolsonaro, e quase sempre deixa a impressão de que está no PL por necessitar de uma sigla estruturada para enfrentar a disputa do pleito de 2024 em Aracaju.

Emília era filiada ao “Patriotas”, e na eleição de 2022 e ocupando a posição de vice, na chapa encabeçada pelo itabaianenseValmir de Francisquinho (candidato do PL na disputa pelo governo de Sergipe), surfaram no prestígio de Bolsonaro e conquistaram em Sergipe cerca de meio milhão de votos.

Por motivos que já é de conhecimento do público sergipano, a chapa ficou fora da disputa do 2º turno. E a traição ao projeto político liderado pelo ex-presidente, aconteceu de imediato, quando cerca de três dias após o resultado do 1º turno, Franciscquinho desceu do palanque de Bolsonaro e subiu pro palanque de Lula, levando o senador petista a amargar uma inesperada derrota.

Já a vereadora que é bastante ativa nas redes sociais, ficou ali no confortável campo da omissão, e não se tem conhecimento de nenhum movimento protagonizado por ela, ainda que isolado, com o objetivo de impedir o avanço do PT. Ou seja, a possibilidade de o PT conquistar o comando da capital, parecia não fazer diferença alguma para ela.

Usando possivelmente a omissão como estratégia, Emília conseguiu ainda em 2023, colocar seu nome nos ensaios para a disputa eleitoral de 2024, e como estava sozinha navegando em mares calmos, o nome dela se tornou forte.

Mas, mesmo sabendo que precisava de um partido grande e estruturado para uma disputa de tal nível, Correa demonstrava resitência em se filiar ao PL, Emília conversou com vários dirigentes partidários prometendo possibilidade de filiação, era como se ela não desejasse ir para o PL, o que só ocorreu no apagar das luzes do prazo de filiação.

A demora para filiação ao PL, e a aparente ojeriza ao projeto bolsonarista, tem criado um clima de distanciamento dos apoiadores fieis do Jair Messias. O que pode acabar levando-os a optarem por outra candidatura.

Isso significa que Candisse e Emília estão no mesmo barco, ambas necessitam da nacionalização da campanha, é natural que pretendam conquistar a prefeitura de Aracaju amparadas em Lula e Bolsonaro. Mas os eleitores deles, precisam enxergar nelas a legitimidade necessária para atenderem a tais desejos.

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