Quando do processo de escolha do então candidato a governador Fábio Mitidieri (PSD), em meados de 2022, o então governador Belivaldo Chagas (PSD) teve um papel decisivo naquele momento, quando através de sua liderança, conseguiu a unidade do bloco e “bancou” o nome de Mitidieri para uma disputa contra o senador Rogério Carvalho (PT) e o “fenômeno político” que o ex-prefeito Valmir de Francisquinho (PL) se constituía. Uma estratégia mal elaborada naquele momento, possivelmente, o resultado da eleição poderia ser outro, meses depois.
O “galeguinho” foi habilidoso em conseguir unificar um agrupamento completamente plural, construindo um conceito que Fábio Mitidieri era a melhor alternativa para tentar sucedê-lo. Naquele momento até o ex-governador Jackson Barreto parecia concordar e querer acompanhar o posicionamento de Belivaldo, mas optou por sair quando estava consolidada a pré-candidatura de Laércio Oliveira (PP) ao Senado. JB não queria “dividir” com ele os votos do grupo e, olhando para os resultados finais, essa postura nos leva a crer que JB poderia ter prejudicado o próprio Mitidieri.
Para muitos houve um erro de avaliação de Jackson que optou por atuar na campanha de Rogério Carvalho para o governo do Estado. Mesmo com essa perda, o grupo se uniu ainda mais por Fábio e Laércio; Mitidieri ali conquistou o consenso dentro do grupo, mas não deixava de existir um certo receio por muitos diante da aprovação do nome de Valmir de Francisquinho. Neste caso foi decisiva a liderança de Belivaldo Chagas que “chamou para si” a responsabilidade de liderar o processo sucessório para o comando do Estado e confirmar um nome do PSD na disputa.
Mas, ainda assim, os resultados não vieram nas urnas naquela eleição. Prejudicado judicialmente, Valmir estava impedido de disputar o governo e Rogério Carvalho (PT) findou se beneficiando no primeiro turno chegando a frente de Mitidieri. Olhando os votos dados a Francisquinho, Fábio teria ficado em terceiro lugar e fora do 2º turno, após uma série de equívocos cometidos por sua campanha até então. Os resultados na Grande Aracaju, por exemplo, com tantos prefeitos, deputados, vereadores e lideranças envolvidos, decepcionou bastante.

Olhando o cenário hoje parece que é fácil entender como Mitidieri venceu aquela eleição de “virada” no segundo turno. Mas a aliança de Valmir com Rogério, afastou completamente a maioria bolsonarista que votou no ex-prefeito e que, por protesto, “descarregou” os votos em Fábio. Mas além da somação de forças, de todas as lideranças do grupo, ainda parecia faltar algo, aquilo que chamamos como a “cereja do bolo”, que era uma articulação política mais eficiente e que contemplasse o conjunto do agrupamento.
Com a entrada de André Moura na coordenação, e uma somação de forças, inclusive do governador da época Belivaldo Chagas, Fábio Mitidieri surpreendeu com uma grande “virada” em toda a Grande Aracaju. O time passou a ter uma capacidade de mobilização diferenciada e uma “pegada” decisiva que o fez governador do Estado de Sergipe, superando todas as adversidades. Uma vitória coletiva dos líderes do bloco da situação, com papel decisivo da dupla Belivaldo Chagas e André Moura. A política fica cada vez mais profissional, mas pouca gente está preparada para este tipo de conversa…
Por: Habacuque
https://93noticias.com.br/blog/11/habacuque/103899/belivaldo-e-andre-moura-tambem-foram-decisivos-para-mitidieri-em-2022




