A orientação para paralisar as negociações da reforma ministerial e adiar o desenho da nova Esplanada partiu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ela teve um objetivo principal: evitar que as nomeações desviem os holofotes da crise que cerca o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ordem, segundo interlocutores de Lula ouvidos pela CNN, é simples: “deixar Bolsonaro sangrar”.
A orientação foi transmitida por Lula no fim da semana passada, antes da viagem à África do Sul, onde o presidente participa da 15ª Cúpula dos Brics.
O recado foi repassado a integrantes do Centrão para acalmar as insatisfações com a demora do Planalto e garantir que os novos prazos não impactem na agenda do governo no Congresso.
O acerto prévio com o Centrão contribuiu, por exemplo, para que a votação do novo marco fiscal fosse mantida para esta semana apesar de as trocas na Esplanada não terem sido efetivadas.
Ao frear reforma ministerial, Lula agiu para “deixar Bolsonaro sangrar”, dizem interlocutores




