Talvez na história deste planeta, povoado por tanta gente que dá margem e até torna indispensável a aplicação da Justiça, não tenha havido um Tribunal tão famoso como o de Nuremberg.

A Segunda Grande Guerra terminara na Europa em maio de 1945, após uma carnificina e hediondos crimes, dos quais, em proporção menor, até mesmo os vencedores mereceriam cadeira de réus em improvisados tribunais.
Mas ao vencedor os louros, ao perdedor as favas, já citava aquele que se igualaria à fama literária de um Balzac ou Tolstoi, não houvesse sido brasileiro, o nosso Machado de Assis.
Antes da rendição alemã, os três grandes, Roosevelt, Churchill e Stalin, já haviam acordado sobre as ações do pós-guerra, e, entre elas o julgamento dos genocidas ( o termo só entraria em voga em 1948) maiores representantes da hierarquia funesta do nazifascismo.
A França resistente e já liberada da ocupação alemã, aos três se uniria depois com De Gaulle.
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