Haddad detalha 2023, mas mercado quer saber de 2022 e da PEC que precisa tramitar em dias

Cotado para ser o novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad falou por meia hora aos principais banqueiros do Brasil nesta sexta-feira. Defendeu o diálogo, tentou criar pontes com o público e deixou claro que o novo governo quer prioridade máxima para a reforma tributária a partir de 2023. Também quer melhorar a gestão do gasto público.

A audiência ouviu atentamente, e até concorda com as prioridades. Mas muita gente saiu frustrada do evento promovido pela Febraban, a Federação Brasileira de Bancos.

É como se Haddad tivesse detalhado o segundo capítulo de um livro, enquanto o mundo econômico quer mesmo é saber como será o fim do primeiro capítulo. É lá onde está escrito como o novo governo vai pagar as promessas eleitorais, quantos bilhões serão necessários fora do teto e como será o tratamento dos temas fiscais.

 

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