O ex-funcionário da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese), ligada ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), afirmou que há perseguição política a apoiadores de Bolsonaro no órgão. Ele declarou isso em entrevista a Narcizo Machado, na manhã desta quarta-feira, 11, no Jornal da Fan, da Fan FM.
Segundo Rafael Paixão, a Fapese demitiu sete funcionários que trabalhavam na área de supervisão ocupacional e participavam da elaboração dos títulos de terra entregues pelo Incra. “O nosso papel era regularizar as pessoas do Movimento Sem Terra que estão na clandestinidade para passar para o Incra e elaborar os títulos definitivos, ou seja, libertar o pessoal do MST, como o Governo Federal fala”, declarou.
O ex-funcionário da Fapese ainda disse que começou uma perseguição dentro da Fundação com a chegada de pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. “Existe lá dentro, eu não sei como esse pessoal conseguiu entrar no projeto do Governo Federal, mas existem pessoas ligadas ao deputado federal João Daniel e ao senador Rogério Carvalho, que estão coordenando o projeto”, disse o colaborador demitido

“É uma coisa assim hilária, que a gente pode falar, porque não sei como entraram, que artimanha que usaram para entrar, mas eles estão coordenando, mas o que acontece é que, aos poucos, eles estão minando. Um exemplo: você é funcionário e é eleitor declarado de Bolsonaro, ou você é eleitor de Laércio, ou de alguém ligado ao Bolsonaro, aos poucos eles te tiram, exoneram sem justa causa mesmo”, denunciou.
Ainda assim, segundo o próprio Rafael Paixão, eles dão uma justificativa de corte de gastos. “Agora eu não entendo como é o corte de gastos, porque exonera você hoje e amanhã já entra outra pessoa ligada ao PT”, completou.
Quando perguntado sobre quem seriam essas novas pessoas contratadas para substituir os demitidos, o ex-funcionário afirmou a ligação dessas pessoas com João Daniel e o Partido dos Trabalhadores. “Algumas dessas pessoas já trabalharam na coordenação anteriormente quando o deputado João Daniel comandava o Incra, houve
Segundo ele, a intenção é prejudicar o trabalho exercido no Incra. “Eles querem minimizar a quantidade de títulos que estão sendo entregues, eles querem diminuir, reduzir, na verdade”. Rafael ainda falou que os funcionários do Incra também estão sabendo dessa situação, inclusive a direção geral de Brasília e ele afirma que funcionários do órgão, em Sergipe, estão trabalhando contra o Governo Federal.
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