CARLOS BATALHA: PSDB DE ALCKMIM, DÓRIA, AÉCIO E SERRA, AGORA É TAMBEM DE ALESSANDRO!

Entramos na semana decisiva para definições de federações, novas filiações, mudanças de partidos, etc.
Este ano teremos eleições para a presidência da república, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, onde residem exatamente para os três primeiros cargos as maiores expectativas.
Para a presidência da república a disputa ficará mesmo entre Jair Bolsonaro e Lula, embora surjam alguns nomes a exemplo de Sérgio Moro e Ciro Gomes, mas que não possuem densidade eleitoral que possa provocar o surgimento de uma terceira via forte e competitiva.
Aqui em Sergipe as articulações avançaram muito nos últimos dias e já existe praticamente fechado o quadro de candidatos ao governo do estado, havendo a expectativa maior agora para o fechamento de chapas que irão disputar o senado, a câmara federal e assembleia.
CANDIDATOS AO GOVERNO
Rogério impôs o seu estilo aos companheiros.
O Partido dos Trabalhadores foi o primeiro partido mesmo sem convenção, a lançar ou aceitar um nome que o representasse na disputa majoritária estadual. Mesmo sem consultar as bases, Rogério Carvalho largou na frente, e muito ao seu estilo, foi atropelando tudo e todos, se firmando como um forte pré-candidato do partido. Muitos afirmam que se Déda vivo fosse, a situação seria diferente. Pelo que se sabe, as divergências internas no partido são imensas, e a maior prova disso são as recentes debandadas de membros históricos, a exemplo de Conceição Vieira, Francisco Gualberto e Iran Barbosa. Muitos afirmam inclusive que Eliane Aquino só permanece no partido em homenagem ao seu falecido marido, o saudoso Marcelo Déda.
FÁBIO MITIDIERI METEU O PÉ NO ACELERADOR
Fabio Mitidieri dá arrancada da campanha no Baixo São Francisco.
O segundo nome a ser oficialmente conhecido foi o de Fábio MItidieri, representante do forte PSD.
Chegando a surpreender àqueles que não conhecem como Fábio trabalha bem nos bastidores e na sua organização interna, 48 horas após o anúncio do seu nome por parte do governador, o jovem deputado caiu em campo, concedeu uma coletiva muito boa e esclarecedora, e ainda na mesma semana caiu na estrada lançando a sua Caravana da Esperança (trabalho de visita itinerante) ao interior do estado, e logo na primeira região visitada (Baixo São Francisco), a receptividade foi das melhores. Mantendo a unidade do grupo, inclusive com Edvaldo Nogueira, Fábio aguarda agora a escolha do nome de quem comporá sua chapa na condição de vice.
JOÃO FONTES, A SURPRESA
João Fontes recebido na sexta por Bolsonaro
De forma inesperada, surgiu na última semana o nome de João Fontes como candidato a governador pelo PTB.
Embora a situação jurídica do partido esteja complicada, com Rodrigo Valadares afirmando que irá lutar até o fim pela manutenção da sigla em seu poder, o fato é que João já está em campo.
Afastado de mandatos da política desde a segunda metade da década de 2000, João Fontes nunca deixou de participar de discussões e de movimentos populares. Desembarcando como um nome a representar Jair Bolsonaro em Sergipe, inclusive tendo sido recebido em palácio pelo presidente da república na última sexta-feira, João promete surpreender.
ALESSANDRO PASSOU A RASTEIRA EM EDUARDO AMORIM
Será que agora Alessandro vai aprender a dar uns passitos como Dória, e vai aprender a sorrir e ser um pouquinho mais simpático?
Certa feita, o ex-senador Valadares, participando de um debate, em tom de desabafo declarou, “política é o diabo”. Pura verdade.
No jogo pelo poder já observamos de tudo. Enquanto candidato, um determinado político diz uma coisa. Ao tomar posse faz totalmente diferente.
Em campanha para galgar simpatia e respaldo popular, um candidato diz estar colado com um outro que lidera as pesquisas, comunga com o seu pensamento, mas na hora do voto aperta a tecla no número de outro, e pior do que isto. Chuta o pau da barraca depois de eleito.
O senador Alessandro, aquele mesmo que recebeu de presente uma eleição dada por André Moura, Valadares, Heleno, Rogério,  que pediram o segundo voto para ele no pleito de 2018, em uma burrice coletiva dos respectivos marketings que trabalhavam as campanhas deles, surfou na onda de Bolsonaro no combate a corrupção, sendo que tão logo eleito tratou de negar os fatos, chegando ao ponto de em uma CPI instalada sob o pretexto de apurar desvio da COVID 19, protagonizar cenas hilárias como a de propor CPI para a disputa da Copa América no Brasil, e outras.
Pois bem. Alessandro agora protagoniza outra cena totalmente contrária ao que pregava. Criticando a negociação de partidos, as rasteiras de bastidores, ele faz a mesma coisa.
De modo sigiloso, o senador tomou o comando do PSDB de Eduardo Amorim, um homem acima de tudo correto, íntegro, fiel aos seus princípios e coerente com os seus atos. Eduardo foi traído friamente, até mesmo porque havia renovado recentemente o diretório estadual do partido até mais de 2023.

 

PSDB DE ALCKMIM, DÓRIA, AÉCIO E SERRA, AGORA É TAMBEM DE ALESSANDRO.
PSDB DE ALCKMIM, DÓRIA, AÉCIO E SERRA, AGORA É TAMBEM DE ALESSANDRO.
Outra coisa difícil de explicar. Como Alessandro Vieira, homem correto, honesto, dedicado ao combate a corrupção, vai se sentir sentando-se lado a lado com pessoas que estiveram e estão envolvidos com atos de desvio de recursos públicos como são algumas estrelas do partido tucano a exemplo de Aécio Neves com várias acusações de improbidade que levaram a sua irmã à cadeia, o próprio Dória com bloqueio de R$ 29 milhões em bens por improbidade na Prefeitura de SP, Alckmim por corrupção e lavagem de dinheiro em 2010 e 2014, Eduardo Azeredo ex-governador de Minas Gerais condenado a 20 anos de prisão, José Serra acusado de receber 20 milhões da Odebrecht, e muitos outros.
É. Mais vale ter o poder nas mãos do que ficar com as suas corretas convicções de honestidade, honradez e zelo com o bem público.
Como diria o Vavazão. “POLÍTICA É COISA DO DIABO”.
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
https://folhadesergipe.com/

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