Servidores sergipanos deixarão de receber salários abaixo do mínimo

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Sergipe (Sintrase) avalia como positivo o reajuste de 34,44% para as carreiras básicas, anunciado pelo governador do Estado, Belivaldo Chagas, na quarta-feira passada (23).

Sintrase em reunião após anúncio do reajuste/Cedida ao F5NewsSintrase em reunião após anúncio do reajuste/Cedida ao F5News
Com o reajuse, não haverá mais trabalhadores recebendo salário abaixo do mínimo, como vinha acontecendo em Sergipe num universo de mais de 8 mil servidores.

“Apesar de não compreender toda a perda acumulada ao longo dos anos, o reajuste garantirá que nenhum trabalhador receba menos que um salário mínimo por mês, situação que atualmente engloba trabalhadores efetivos ativos e aposentados”, diz o diretor do Sintrase, Diego Araújo.

Conforme cálculos do sindicato, a defasagem salarial dos servidores públicos de Sergipe é de 51,88%. Categorias não recebiam sequer a recomposição inflacionária há cerca de oito anos.“O salário inicial do PCCV era R$ 900, e a falta de reajuste levou ele a ficar menor que o mínimo”, reitera Diego.

Os novos vencimentos serão pagos a partir do próximo mês de abril, sem retroativo. Quem ganhava R$ 900 passará a receber R$ 1.210. O nível mais alto de salário para os servidores das categorias básicas será de R$ 2.395,72, quando antes era de R$ 1.781,94.

Os trabalhadores do PCCV (Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos) da Saúde, Engenharia e Arquitetura terão aumento de 10%. Já as demais carreiras da administração direta e indireta receberão um acréscimo de 5% nos salários.

Forças de Segurança

O reajuste anunciado pelo governador Belivaldo não agradou a todos. Enquanto o Sintrase comemora, o movimento Polícia Unida, em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (24) com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP), solicitou percentual de 20% para o reajuste salariais dos policiais civis, militares e bombeiros – categorias que não se enquadram em carreiras básicas -, sejam eles ativos, reformados ou pensionistas.

“O governo já se comprometeu com algumas pautas. Agora, sim, iniciou uma negociação. Marcamos uma nova reunião para o dia 8 de março, que é quando o governo deve apresentar o aceite dos 20% ou um percentual de contraproposta. Vamos estar aqui para mantermos firmes o pedido dos 20%, porque vamos fazer exatamente o que a categoria aprovou em Assembleia”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), Adriano Bandeira.

 

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