Uma iniciativa de estudantes do Colégio Estadual e Centro de Excelência Atheneu Sergipense para ampliar a diversidade na unidade repercutiu e gerou opiniões conflitantes. Com esse projeto, iniciado em 2020, as escadarias viraram espaço para a exposição de mensagens de filósofos, obras de literatura, tolerância religiosa e das diferentes expressões de gênero e orientação sexual, a parte mais criticada pela camada mais conservadora.
Nos lances de escadas são mostradas diversas datas importantes para conferir visibilidade e ressaltar o orgulho da comunidade LGBTQIA +, assim como grupos de identificação como queer, gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, intersexo e mais.
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Sobre este ponto, um dos opositores foi o coordenador da Marcha da Família/Foro Conservador, Lúcio Flávio Rocha, que classificou a ação como descabida ao ambiente escolar e relacionada ao que chamou de militância ligada a partidos políticos.
“Nós que defendemos os valores da família, que protegemos as crianças e adolescentes da ideologização e erotização precoce, manifestamos o nosso mais completo repúdio a exposição destes alunos a pautas de ativistas e militantes que, além de não terem nada a ver com o currículo oficial do MEC, ainda expõem crianças a uma temática sexual em desacordo com a idade da maioria deles. É claro que nós abominamos qualquer tipo de discriminação contra qualquer cidadão, independente da sua vida privada. Nada justifica o preconceito a homossexuais. Registramos o nosso mais profundo repúdio a esta militância que não os representa, mas são na verdade puxadinhos de partidos como PT, PSOL e PC do B, capachos e massas de manobras de políticos de esquerda”, argumentou.
Já a vereadora Professora Ângela Melo (PT), foi uma das defensoras da iniciativa e ressaltou que a escola deve ser um lugar de acolhimento das diversidades e de discussão das múltiplas identidades de gênero e orientações sexuais.
“Se não for na escola, que é o lugar de produção de conhecimento e de formação da consciência crítica, onde mais essas questões serão tratadas? Por isso, eu saúdo a iniciativa da Escada da Diversidade no Colégio Atheneu e desejo que ela inspire ações semelhantes em outras escolas públicas e privadas. Projetos assim contribuem bastante para o enfrentamento ao discurso de ódio e às violências contra os grupos vulnerabilizados”, expôs ela.
Em 152 anos de história, o Colégio Estadual Atheneu Sergipense sempre foi uma referência de educação para o estado e hoje é o lar de 960 estudantes. E para Daniel Lemos, o diretor da unidade, o projeto é uma tentativa iniciada pelos alunos de mostrar que as pessoas existem.
“Apoiamos na verdade a diversidade religiosa, de gênero, que são temas geradores de discussão. Os alunos perceberem que existe diversidade. Defendemos que o estudante, o ser humano, pode ter sua escolha, não estamos aqui para afirmar sexualidade de ninguém”, explicou.
https://fanf1.com.br/cidades/2022/02/25267/plotagem-em-escadarias-do-colegio-atheneu-gera-polemica.html




