Depois do Rio, surto de influenza chega a São Paulo, Espírito Santo e Bahia

O vírus influenza, que provoca forte surto no Rio de Janeiro, já chegou a outros estados do país, como São Paulo e Bahia. Entre os paulistas, a procura por teste para influenza cresceu consideravelmente e o número de resultados positivos quadruplicou.

O reflexo já pode ser visto em hospitais. A Rede D’Or São Luiz informa que seus hospitais em São Paulo estão, em média, com um volume de atendimento em seus prontos-socorros 50% maior do que o habitual, devido “principalmente, ao surto de síndrome gripal na cidade”. A maioria dos casos é de pouca gravidade.

O Hospital Sírio Libanês também observou crescimento nos atendimentos a pacientes com problemas respiratórios e sintomas gripais, a partir do começo de dezembro. Do dia 1° ao dia 13, foram confirmados 160 pacientes com influenza, sendo que 134 foram em passagem pelo Pronto Atendimento e oito internados.

“Observamos no Sírio-Libanês que as crianças são as mais acometidas pelas síndromes respiratórias, representando cerca de 70% das infecções identificadas no hospital. No entanto, diferente dos demais vírus respiratórios que estão acometendo mais as crianças, os pacientes confirmados com influenza são predominantemente adultos.”

A Bahia também começa a enfrentar o surto e registrou, até terça-feira, 93 casos de Síndrome Gripal com resultado positivo para Influenza A. Destes, 15 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram hospitalização.

No Espírito Santo, a secretaria estadual de Saúde informou que há “indicadores para epidemia de influenza” no estado, segundo o site g1. A reportagem afirma que foi observado que nas últimas duas semanas houve aumento de exames analisados e da taxa de positividade por influenza. Em outubro, a taxa era de 0,04%, e em dezembro, até o dia 13, registrou-se taxa de positividade crescente de 7,3% em todo o estado.

Não há dados nacionais sobre a evolução do vírus pelos estados. O Infogripe, da Fiocruz, que acompanha casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), e vinha relatando o surto no Rio de Janeiro, não conseguiu fazer o levantamento: “em decorrência do ataque recente ao sistema do ministério da saúde, alguns fluxos de acesso e repasse legítimo de dados foram afetados. Dentre eles, o repasse semanal dos dados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) do SIVEP-Gripe para atualização do sistema InfoGripe.”

 

 

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