Familiares de internos da Cadeia Pública situada em Areia Branca afirmam que estão sendo impedidos de visitar seus parentes dentro da unidade por conta de uma suposto porte de drogas que estaria sendo mostrado na ferramenta de scan body.
Uma dessas pessoas é a Paula, que conversou com a equipe de reportagem do Portal Fan F1 nesta quinta-feira, 02, e relatou a situação pela qual tem passado.
“Não estão permitindo não só eu, como outras mulheres, de visitarem os internos. Sempre quando a gente passa pelo scan que tem lá, eles falam que acusou drogas, não levam a gente para o IML e dizem que não tem escolta. Hoje quando eu fui visitar o meu marido aconteceu a mesma coisa, na hora que eu pedi para ele me levar no IML o agente disse assim: ‘se você continuar reclamando aí eu vou suspender você por trinta dias’”, explicou.
Nas palavras da mulher, seu marido está na Cadeia Pública há mais de seis meses, mas devido a situação relatada, as últimas duas tentativas de visita foram frustradas.

“Eu pedi para assinar um documento para eles fazerem um teste de toque em mim, mas não quiseram fazer. Hoje eu passei cinco vezes no scan, mas todas as vezes eles disseram que tem uma mancha”, afirmou ainda.
Em resposta, a Secretaria de Estado da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc), afirmou que quando existe alguma inconsistência para a liberação da entrada, a visitante é convidada a voltar na próxima visita e que todas as entradas são filmadas e ficam à disposição de advogados e do Ministério Público.
Segundo a nota, qualquer mulher que deseje entrar em uma unidade prisional precisa estar apta em todas as etapas de revista. Primeiramente, elas passam um portal eletrônico que detecta metais no corpo, posteriormente, por um banco detector de metais e, ao final, por uma revista no aparelho de scanner corporal, conhecido como body scan.
“Nos últimos dois anos, cerca de 200 pessoas foram flagradas com produtos ilegais tentando entrar no sistema prisional de Sergipe, por isso a análise é rigorosa. A visita é um direito do interno e todas as pessoas que se prontificam a entrar no sistema, precisam se adequar às exigências definidas em resoluções entre os estados”, foi exposto.




