Em uma convivência muito próxima durante cinco décadas com o amigo/irmão Reinaldo Moura, lógico que vivenciamos muitos CASOS E CAUSOS. Tivemos relacionamentos de amizade familiar, profissionalmente sempre estivemos afinados, e os nossos encontros para bons goles de cerveja e deliciosos churrascos eram entremeados de recordações que nos levavam a gostosas gargalhadas com os CASOS E CAUSOS das nossas vidas.
CARNAVAL DE PIRAMBU

No último sábado, recebi um telefonema do querido amigo Teotônio Neto.
Também grande amigo do bigode, Téo me passou a informação que estava compondo uma música para homenageá-lo, cujo tema era o início do carnaval de Pirambu. Confesso que não lembrava desta passagem.
Relembra Teotônio que era sexta de carnaval início da década de 80, quando em sua residência na cidade praiana chegava o amigo de vocês aqui, e Reinaldo Moura. Pirambu não tinha tradição de carnaval. De repente Teo pega o violão, eu arranjei não sei de onde um tambor, e o Rei começa a cantar. Pronto. O carnaval pirambuense nascia ali. No dia seguinte, para melhorar a festa, Teotônio consegue um carro de som com Andrade, e chama Roberto Alves para cantar.

O sucesso não foi o mesmo. kkkk
De repente chega Reinaldo e mandando todo mundo embora, me empurra o tambor, faz Teo pegar o violão e abre o vozeirão, dando início ao segundo dia do carnaval. E por incrível que pareça o povo foi chegando. kkk
Coisas do REI.
GRANDE COORDENADOR DOS CARNAVAIS

Durante muitos anos, Pirambu realizou o maior carnaval do estado. Participei de todos, como proprietário do Trio Elétrico Badauê.
Desde o início dos festejos, ainda na administração da prefeita Silvia, o então deputado Reinaldo Moura trabalhava intensamente para promove-lo. Batia na porta de patrocinadores, tratava de buscar apoio do governo do estado, organizava esquema de segurança com policiamento, sugeria bandas etc. Quando o filho André Moura assumiu a prefeitura local, realizando uma verdadeira revolução administrativa na cidade, foi que o REI realmente mergulhou de corpo e alma na festa de momo.
Durante praticamente uma semana o REI colocava uma bermuda, um tênis, boné na cabeça, e um rádio pendurado no pescoço. Entre a recepção a uma visita ou outra que chegava em sua residência, autoridade ou não, Reinaldo coordenava. Respeitando a autoridade do filho prefeito, ele chamava os responsáveis por cada área pelo sistema de rádio, cobrava horário dos trios e blocos, acompanhava a regularidade do serviço de alimentação, dedicava atenção ao policiamento, até o momento quando estivesse tudo resolvido, ele então relaxar, chamar os seus fiéis escudeiros Buregue e Sargento, e só então, “armado” com o seu isopor dirigir-se ao local do evento para relaxar e se divertir um pouco.
COPILOTO DE TRIO

O amor e a responsabilidade de Reinaldo Moura pelo sucesso do carnaval de Pirambu era tão grande, que ele tinha como um dos seus hábitos sair nas cabines das carretas dos trios que puxavam os blocos. Acompanhado do seu tradicional isopor, o REI dava ordens, mandava o trio andar, mandava parar, gritava para as bandas que por ventura estivessem dando uma enrolada em cima do caminhão da alegria, orientava os seguranças. Tudo isso lhe acarretava uma tremenda simpatia com os motoristas dos trios que os tinha como um grande parceiro orientador.
FOLIÃO EM SALVADOR

Por trás de um semblante às vezes sisudo, principalmente devido ao famoso bigodão que ostentava, Reinaldo tinha um sorriso largo, adorava reunir os amigos para grandes papos, e era um grande festeiro. Qualquer tipo de música alegrava o REI. Anos 60, 70, entrando pela bossa nova, forró, axé e pagode.., lá estava o homem.
Quem poderia imaginar, Reinaldo Moura Ferreira, correndo atrás de um trio. Pois é. Se em Pirambu ele coordenava, cobrava pontualidade etc, era ali em Salvador que virava Chicleteiro.
Por várias vezes saímos no tradicional bloco Os Internacionais, o mais tradicional da capital baiana, puxado pela banda Chiclete com Banana.
Eis aí o REI ao meu lado, e ao lado do seu irmão Messias.

Ainda terei muitos CASOS E CAUSOS DO REI.





Uma resposta
Perfeito Batalha!
No aguardo. Sabe que acompanhei parte da coisa.