Organizadores denunciam violência em abordagem policial durante sarau no bairro Industrial

No último sábado, dia 30 de outubro, um clima ríspido tomou conta de um evento que acontecia na ponte que liga o município de Aracaju à Barra dos Coqueiros, localizada no bairro Industrial.

Participantes da solenidade divulgaram nas redes sociais vídeos e fizeram publicações em denúncia à uma suposta abordagem truculenta com os presentes, que teriam sido agredidos pela Polícia Militar, que foi acionada ao local após denúncias de perturbação do sossego.

Um dos organizadores do evento feito pelo coletivo OcupeSE, Rafael Bastos, falou sobre o assunto em entrevista ao Jornal da Fan da manhã desta quarta-feira, 03. Segundo Rafael, o sarau, que teve início às 20 horas, tinha acabado de ser finalizado às 23 horas, quando foi interrompida pela abordagem policial.

“Eles já desceram armados da forma mais grosseira possível, com arma em punho, apontando para quem estava lá. Eu e meu irmão começamos a filmar a ação e além de apanhar fomos obrigados a apagar os vídeos. A argumentação apresentada foi perturbação do sossego, o que não procede. O som que contratamos foi cancelado, tivemos que usar um retorno, então não tinha capacidade de perturbação nenhuma. A comunidade também estava sentada nas cadeiras acompanhando o evento”, afirmou o rapaz.

Organizadores denunciam violência em abordagem policial durante sarau no bairro Industrial

Em resposta, o Tenente Coronel Machado, responsável pelas relações públicas da Polícia Militar, também forneceu o posicionamento do órgão diante dos apontamentos feitos.

“A Polícia Militar tomou conhecimento através das redes sociais, e é muito importante que qualquer pessoa ofendida compareça a Ouvidoria para que a Polícia e a Corporação faça a apuração, para identificar qual foi a equipe, sabendo a data e o horário, pois a polícia foi acionada pelo Ciosp. E o procedimento correto, em qualquer ação, é que o policial esteja com a arma em punho. É bom também salientar que a perturbação do sossego envolve qualquer tipo de ruído e incômodo que a pessoa venha a sofrer”, afirmou.

Ainda segundo o organizador do evento, Rafael Bastos, outras pessoas que estavam presentes no evento geraram imagens que provam a agressão e serão utilizadas para compor um documento que gere uma investigação.

“O que nós pretendemos é encaminhar um relatório à Comissão de Direitos Humanos da câmara dos deputados que deve virar investigação pelo Governo do estado, Polícia Militar e a SSP”, finalizou.

 

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