Em entrevista ao Jornal da Fan, da Fan FM, nesta segunda-feira, 18, o ex-senador Eduardo Amorim não descartou uma possível chapa especulada ao Governo de Sergipe encabeçada pelo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT).
Essa especulação foi logo após a visita do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), à Sergipe. Os nomes cotados seriam: Edvaldo (Governo), Amorim (vice) e Laércio (Senado). “É verdade que os diálogos se intensificarão daqui para frente e está ficando cada vez mais claro como será a disputa no ano que vem, então é possível”, declarou.
A presença de Edvaldo Nogueira na visita de Dória, segundo Amorim, tem haver, principalmente, com a relação de amizade diplomática. “Mesmo estando de lados diferentes politicamente, há um respeito muito grande. O prefeito Edvaldo foi convidado para o jantar e lá conversamos sobre política e principalmente ali impulsionado pelo governador Dória, mas nada demais”.

E completou: “não sou inimigo de ninguém, sou adversário em qualquer ambiente de forma respeitosa em defesa daquilo que acredito. Quem quiser ter meu apoio para o Governo do Estado tem que se compromissar de verdade com algumas questões: Hospital do Câncer, um Centro de Diagnostico por Imagem…, não abro mão disso de forma nenhuma”.
Na oportunidade, o ex-senador e médico fez questão de relembrar o atraso da obra do Hospital do Câncer de Sergipe. “A gente está aí nessa pendenga enquanto as pessoas morrem todos os dias ou sofrem por algum tipo de câncer, é muito triste tudo isso, mais triste ainda é pensar que tem dinheiro na conta há 10 anos. Nesses 10 anos foram mais de 100 mil casos de câncer em Sergipe”, alertou.
Amorim também não concordou com a justificativa do governador Belivaldo Chagas, de que o atraso se dá por conta de entraves judiciais nas licitações da obra. “Eu acho que as pendengas podem existir, mas as pendengas não podem matar(…)”, disse, enfatizando que o governador deveria conversar com as autoridades competentes para agilizar o processo e retomar a obra.
O ex-senador disse também que se não fizer nenhuma aliança com algum candidato ao Governo de Sergipe, pretende disputar a vaga no Senado Federal de forma independente. “Eu não preciso ter um candidato a governador, eu posso sair independente… antes só do que mal acompanhado”, finalizou.




