Família de Júnior Pipas vai pedir reabertura de inquérito policial

A família do empresário José dos Santos Júnior, conhecido como Júnior Pipas, vai pedir a reabertura do inquérito policial do caso. A informação foi dada pelo cunhado dele, João Pedrosa, em entrevista ao programa Cidade Alerta, da TV Atalaia, nesta quarta-feira, 11.

A polícia concluiu o inquérito do caso em setembro do ano passado. No documento, consta que não houve provas suficientes para a identificação da autoria do crime. O Judiciário decidiu pelo arquivamento.

Entenda o caso

José dos Santos Júnior, empresário bem sucedido, tinha uma empresa de caminhões-pipa, o que lhe fez ficar conhecido como Júnior Pipas. Aos 46 anos de idade ele foi morto com um tiro na cabeça, disparado do queixo para cima.

No dia do crime, 16 de agosto de 2018, Júnior e a esposa, com quem tem duas filhas e era casado há 17 anos, foram ao local onde ficam as bombas para captação de água da empresa, às margens da rodovia SE-446, aquela que liga a BR-101 à sede do município de São Cristóvão. Ele morreu na porta do local.

Família de Júnior Pipas vai pedir reabertura de inquérito policial

Três testemunhas oculares contaram versões iguais sobre o caso, mas todas elas são diferentes da que foi apresentada pela viúva.

A viúva diz que estava dentro da área da empresa, próximo à bomba de captação, e que Júnior foi até a área externa para mexer no disjuntor, quando ela ouviu um estampido e já viu o marido caído no chão.

As três testemunhas dizem que a mulher permaneceu o tempo todo dentro do carro e que Júnior teria sido assassinado assim que os dois chegaram ao local.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que todo o trabalho típico da investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi feito. Várias pessoas ouvidas, possíveis imagens de câmeras recolhidas, perícias feitas, dezenas de diligências realizadas, mas o caso não chegou a uma definição sobre a autoria. O inquérito foi encaminhado para o Ministério Público, titular da ação penal. A SSP disse ainda que Polícia Civil está à disposição para novas diligências.

 

 

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