“Bolsonaro adora jogar responsabilidade para os outros. Está há dois anos e meio no governo e fica falando que não consegue governar porque o Supremo não deixa, o Congresso não deixa, a esquerda não deixa. O cara é o presidente da República, o cara tem a caneta na mão, que história é essa que ninguém deixa? Não governa porque é um incompetente”.
A declaração foi dada pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e filiado ao PSOL, Guilherme Boulos. Ele foi candidato à presidência da República em 2018.
Boulos foi entrevistado pelo radialista Narcizo Machado, durante o Jornal da Fan, na manhã desta segunda-feira, 19. Ele veio a Sergipe para inauguração do projeto “Cozinha Solidária” no município de São Cristóvão, desenvolvido pelo MTST e que tem o objetivo de entregar refeições gratuitas às famílias carentes. O projeto é bancado por doações de pessoas físicas via o site de vaquinha virtual e ainda conta com o apoio de diferentes organizações parceiras em cada cidade.
Durante a entrevista, Boulos fez diversas críticas ao presidente da República, Jair Bolsonaro e falou sobre as eleições em 2022.
“O meu propósito em 2022 é fortalecer uma unidade para tirar o país desse buraco”, afirmou.

Boulos ainda ponderou que o próximo presidente vai assumir o comando do “país destruído depois de quatro anos de Bolsonaro, e dois anos de pandemia”.
“Precisamos de alguém que tenha um projeto para investimentos no SUS, na educação e isso vai gerar implicar em comprar brigas”, disse.
Ele comentou ainda que o PSOL foi um dos partidos que mais cresceu nos últimos seis meses, inclusive em Sergipe, onde elegeu em Aracaju a vereadora mais votada da cidade, Linda Brasil.
Novo Lula?
Questionado sobre o fato de ser comparado ao ex-presidente Lula, principalmente no que diz respeito ao político no início de sua vida pública, Boulos alegou que “não existe repetição, pois cada um constrói sua história”.
Para ele, a comparação acontece porque Lula nasceu e surgiu no movimento social e transformou isso em uma trajetória política.
“Eu também construí minha trajetória no movimento social e também tomei uma decisão de elevar esse aprendizado para a luta política”, finalizou.




