“A postergação para a escolha do nome gera uma autofagia no grupo, pois todo mundo tem suas pretensões e quanto mais perto vai chegando do pleito, mais vão se arranhando porque a disputa fica acirrada. Eu defendo que a escolha seja feita mais rapidamente pra evitar esse tipo de situação”.
Esta foi a fala utilizada pelo deputado federal Fábio Mitidieri durante entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM na manhã desta quinta-feira, 1, para defender seu posicionamento sobre a escolha de um nome que deve substituir o governador Belivaldo Chagas na disputa pelo pleito de 2022.

Ele revelou que não aceita e nem cogita ser candidato a vice-governador no próximo ano eleitoral, pois isso não está dentro do seu projeto. Ainda de acordo com o parlamentar, não existe um critério definido para a escolha do pré-candidato, mas sim um somatório de decisões.
“Todo o grupo tem que ser ouvido. É importante o desempenho em pesquisas, mas também o nome que mais agrega e unifica o agrupamento”, comentou ele.
Outros assuntos
Mitidieri comentou sobre as polêmicas envolvendo o governo federal nos últimos dias e disse não ser aliado de Bolsonaro, mas que lamenta o que tem acontecido, pois “é vergonhoso ao país o que vem acontecendo e me preocupa esse caminho de polarização por qual tem seguido o Brasil”.
Ele falou sobra a CPI, alegando que as investigações finalmente tomaram um norte dentro do Senado, e comentou sobre seu projeto em relação ao uso do Canabidiol (derivado da maconha) como um fármaco. Segundo Mitidieri, lamentavelmente tem ocorrido a disseminação de fake news sobre o tema, afirmando que a medida busca legalizar o uso recreativo da maconha no país.
O parlamentar comentou também que, do ponto de vista político, o Brasil vive um caos e que o presidente não tem a estatura que o cargo necessita, mas pontuou positivamente a situação econômica, afirmando que esse setor tem apresentado sinais de avanço.
Ele elogiou a atuação de Belivaldo no combate a pandemia e declarou que “por mais críticas que se possa fazer, de modo geral [a ação do governo] foi muito positiva. Se não fosse a atuação do governo, Sergipe estaria em uma situação muito mais caótica”.
Por fim, ele falou que seu relacionamento com André Moura é uma parceria pública, pois entendem que “o momento é de união de forças e que essa união deve trazer coisas positivas para Sergipe”.




