Segundo dados que constam em relatório apresentado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) à CPI da Covid nesta última terça-feira, 22, observou-se em Sergipe que a venda de Ivermectina cresceu 94%, a de Hidroxicloroquina 76% e a de Azitromicina 61% entre 2020 e 2021.
Este cenário constitui o que o CFF denominou de “uma epidemia de uso irracional de medicamentos” que vem ocorrendo desde que teve início a pandemia do novo Coronavírus, com relação ao uso de remédios para tratar ou curar a doença.

No documento, são expostos números que demonstram a ascensão, em âmbito nacional e em todas as unidades federativas, na comercialização de remédios que integram o chamado “kit covid”, como a Hidroxicloroquina, a Ivermectina e a Azitromicina, bem como outros suplementos, como as Vitaminas C e D.
O crescimento na procura por tais fármacos é constantemente associado à propaganda feita pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores para incentivar seu uso para “tratamento precoce” contra covid-19. Entretanto, diversos estudos rigorosos realizados ao redor do mundo já comprovaram que estes remédios se mostraram inclusive ineficazes ou até mais prejudiciais do que benéficos quando administrados nos quadros leves, moderados e graves.
Desta forma, desde março do ano passado o CFF vem monitorando estas vendas com o objetivo de esclarecer à população sobre os riscos de fazer uso deles sem a comprovação de que sejam eficazes para prevenir ou curar a doença.
Segundo o Conselho há a preocupação de que crença na eficiência de tais medicamentos faça com que população torne-se menos comprometida com as medidas de proteção, como o distanciamento e o uso de máscara, o que agrava o cenário de contágio e culmina em mais internações e colapso no sistema de saúde.




