CMA: após críticas, Linda será investigada pela Comissão de Ética

O Jornal da Fan da Rádio Fan FM desta quinta-feira, 17, repercutiu um caso polêmico envolvendo um projeto da vereadora Linda Brasil (PSOL) na Câmara Municipal de Aracaju (CMA) que foi rejeitado pela maioria da Casa.

O projeto pretendia incluir o Dia da Visibilidade Trans no Calendário Oficial de Aracaju, com a finalidade de fomentar ações que levem conhecimento à população sobre a comunidade Trans e combater o preconceito.

CMA: após críticas, Linda será investigada pela Comissão de Ética

Durante a sessão virtual com os vereadores, Linda acabou se exaltando e acusou a CMA  por transfobia, pois seus colegas, segundo ela, “não aprovaram um projeto simples que pretende combater a discriminação contra essa população”.

Em entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM, a parlamentar disse que sua indignação é por parte do fundamentalismo religioso que existe por parte de parlamentares dentro da Casa.

“Eu percebo que não é só aqui na CMA que nenhum projeto LGBT que vai ajudar a população é passado em diante. O que acontece é que os parlamentares não dizem o que é, eles não têm coragem de dizer o que é, o porquê desses projetos não serem aprovados. Dos colegas que votaram contra meu projeto, nenhum deles justificou”, disse ela.

O vereador Eduardo Lima (Republicanos), um dos parlamentares que votaram contra o projeto, também prestou entrevista ao Jornal da Fan e disse que ele e outros parlamentares irão acionar o Conselho de Ética da Câmara diante das acusações que sofreram por parte da colega.

“Os vereadores estão se sentindo machucados com as acusações que receberam. O que me assusta dentro dessa polêmica é a acusação desnecessária da casa ser acusada de transfobia. Qual vereador está sendo violento ou preconceituoso?” disse ele.

Eduardo disse ainda que “a prefeitura já traz muita visibilidade para o movimento”, em referência a alguns trabalhos que já são executados pelo executivo em relação ao assunto. Além disso, o vereador comentou também que “se ser fundamentalista é ter seu fundamento na bíblia, eu sou sim um fundamentalista religioso”.

Após a fala do parlamentar, Linda disse que sua fala foi distorcida e explicou que transfobia não se trata apenas dos crimes de violência física e de mortes provocados contra esta comunidade, mas que se trata também da transfobia estrutural, com “comportamentos velados que vão contra pautas LGBTs e o silenciamento da voz dessa população”.

Ela disse também que não teme que o assunto seja levado à Comissão de Ética, pois “está com a consciência limpa”, e acusou a fala de Eduardo e de outros vereadores como “perseguição política e violência psicológica”.

Por fim, Eduardo disse que as alegações de Linda ferem a democracia e afirmou que ela “terá que provar e mostrar que a Casa está com transfobia institucional”. Ele afirmou que isso não se trata de uma forma de ameaça contra a vereadora, e que ela “tem que segurar o argumento e que por isso não é ameaça”.

 

Home

Deixe uma resposta